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Por que uma guerra limitada com EUA pode ser melhor para Irã do que a paz

Crédito, Anadolu via Getty Images Legenda da foto, As hostilidades entre os dois países se intensificaram novamente nos últimos dias Article Information Author, Amir

Por que uma guerra limitada com EUA pode ser melhor para Irã do que a paz
Lançadores de mísseis em uma praça no Irã

Crédito, Anadolu via Getty Images

Legenda da foto, As hostilidades entre os dois países se intensificaram novamente nos últimos dias
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    • Author, Amir Azimi
    • Role, BBC News Persa
  • Published Há 4 horas
  • Tempo de leitura: 5 min

À primeira vista, o ataque-surpresa iraniano lançando mísseis contra uma base americana na Jordânia parece difícil de explicar.

Leia no AINotícia: Mundo em Destaque: Imigração, História e Tensões Diplomáticas

O evento pôs fim à frágil interrupção do combate direto entre os Estados Unidos e o Irã, levando Washington a também retomar seus ataques.

Foi um episódio incomum. Se a prioridade de Teerã fosse o cessar-fogo, seria difícil explicar este ataque. Mas, se os líderes iranianos considerarem que um confronto controlado poderá oferecer maiores vantagens estratégicas, a decisão passa a ser mais compreensível.

Uma possível explicação é que Teerã acredita que, apesar dos riscos, a guerra limitada serve melhor aos seus interesses. Leia também: Por que escolhi fazer vasectomia antes dos 30 anos — e não me arrependo

Atualmente, nenhum dos lados parece pronto para uma guerra total.

Washington demonstrou pouca disposição para enfrentar um conflito regional muito maior, que pudesse ameaçar a infraestrutura energética da região, atrair novos países, aumentar os preços do petróleo e exercer ainda mais pressão sobre os recursos militares americanos.

Teerã também pode tentar evitar a guerra total porque suas defesas aéreas enfraquecidas, sua infraestrutura industrial vulnerável e sua economia restrita pelas sanções tornam a reconstrução cada vez mais cara e difícil.

O Irã pode ter concluído que este panorama abre espaço para uma estratégia baseada não na vitória militar, mas na manutenção das pressões.

Um cessar-fogo prolongado nas condições atuais, na verdade, poderia deixar Teerã em uma posição enfraquecida. Mais de mundo

O bloqueio naval dos portos iranianos pelos Estados Unidos continuaria, as sanções permaneceriam e o Irã ainda seria excluído, em grande parte, dos mercados internacionais de energia.

Homem com cabelo grisalho, roupas pretas e óculos de sol olha para o Estreito de Ormuz de um ponto de observação em Omã. Pode-se ver à distância pelo menos cinco navios e uma boia sobre a água.

Crédito, Getty Images

Legenda da foto, O Irã vem pagando um alto preço militar e econômico, mas a paralisação do Estreito de Ormuz continua trazendo consequências globais

Além disso, a Arábia Saudita, os Emirados Árabes Unidos, o Catar e outros países exportadores de petróleo e gás da região poderiam retomar gradualmente suas exportações normais, enquanto o Irã seguiria economicamente isolado.

Mas um conflito limitado poderia alterar este cenário para Teerã.

Mesmo pagando um alto preço militar e econômico, a interrupção do Estreito de Ormuz e a pressão gerada pelos houthis em Bab al-Mandab, no Mar Vermelho, continuam a prejudicar a navegação global e os mercados de energia, além de aumentar os custos de seguro.

A incerteza, mesmo que limitada, obriga governos, donos de navios e importadores a dar atenção às exigências iranianas.

Rua movimentada de comércio em Teerã, com diversas pessoas andando e um menino puxando um carrinho
Legenda da foto, O conflito com os Estados Unidos não elimina os problemas domésticos enfrentados pelo Irã, mas pode reduzir a pressão política imediata
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