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- Author, Bernd Debusmann Jr.
- Role, Repórter da BBC News na Casa Branca
- Published Há 3 horas
- Tempo de leitura: 7 min
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assistirá neste domingo (14/06) a uma sequência de lutas de artes marciais mistas (modalidade conhecida pela sigla em inglês MMA, de mixed martial arts) em uma arena construída em plena Casa Branca.
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Segundo o republicano, o espetáculo será "o maior show da Terra".
O MMA chegou a ser proibido na maioria dos estados americanos há 30 anos, mas com essas restrições já suspensas há muito tempo, o esporte de combate estará em plena exposição, em um sinal de sua crescente popularidade e influência política.
Realizado pelo Ultimate Fighting Championship (UFC), hoje uma das maiores organizações de MMA do mundo, o evento contará com 14 lutadores, que se enfrentarão nos jardins da residência presidencial. Leia também: A surpreendente recuperação dos manguezais após décadas de destruição pelo homem
Entre eles está o brasileiro Alex "Poatan" Pereira, que disputa contra o francês Ciryl Gane o cinturão interino dos pesos-pesados.

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O espetáculo foi batizado de UFC Freedom 250 e tem como objetivo comemorar o 250º aniversário do país, celebrando o "espírito lutador americano".
Críticos questionaram se o evento, cuja data coincide com o 80º aniversário de Trump, é uma celebração adequada para a independência dos EUA.
Um grupo de oposição chegou a entrar com um processo na Justiça alegando que se tratava de um "uso indevido e flagrante de nossos monumentos nacionais sagrados". Mais de mundo
A magnitude da preparação é proporcional à controvérsia. A estrutura de aço da arena, com 28 metros de altura, alterou completamente a paisagem do gramado sul da Casa Branca.
Ela foi projetada para acomodar cerca de 4 mil espectadores, enquanto outras 85 mil pessoas devem assistir em telões gigantes no Ellipse, um parque localizado nas proximidades.
A imagem de lutadores trocando golpes sob as janelas do Salão Oval não é apenas um evento isolado— é o ápice de uma aliança de um quarto de século. Leia também: Queda de helicópteros no Rio de Janeiro deixa 6 mortos; o que se sabe
Para entender como esse esporte chegou ao principal espaço político dos Estados Unidos, é preciso voltar a um período em que tanto o UFC quanto Donald Trump estavam em situações completamente diferentes.

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Quando White e seus sócios compraram a organização em dificuldades por US$ 2 milhões (R$ 10,1 milhão) em 2001, o esporte enfrentava forte reação política. Apenas cinco anos antes, o senador republicano John McCain havia declarado que o MMA era "rinha de galos humana", o que levou à proibição da luta em 36 estados.



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