A sangrenta imagem de 1770 que alimentou a Independência dos EUA
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Crédito, Getty Images
- Author, Fraser Morris
- Role, Da BBC Culture
- Published 9 julho 2026Atualizado Há 4 horas
- Tempo de leitura: 10 min
Certo dia, no verão de 1982, o vocalista canadense Rory Dodd foi chamado ao estúdio de gravação Power Station, em Nova York, para emprestar sua voz a uma música escrita e produzida por seu colega e amigo Jim Steinman para a cantora galesa Bonnie Tyler— que morreu esta semana aos 75 anos.
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"Jesus! Tem de tudo nessa música", exclamou Dodd ao ouvir a impressionante mixagem final da faixa.
A música era Total Eclipse of the Heart. Lançada em fevereiro de 1983, essa ária gótica tornou-se um sucesso internacional sem precedentes que ampliou os limites do melodrama na música pop. Ela chegou ao topo das paradas do Reino Unido, desbancando Billie Jean, de Michael Jackson; foi um sucesso ainda maior nos Estados Unidos; e alcançou o primeiro lugar em diversos países.
Tyler era uma candidata improvável a esse nível de domínio nas paradas, já que sua carreira havia perdido força desde seu sucesso de 1977, It's a Heartache. Leia também: Bonnie Tyler, cantora de 'Total Eclipse of the Heart', morre aos 75 anos
Impressionada com seu trabalho compondo e produzindo a obra-prima de Meat Loaf, Bat Out of Hell (1977), Tyler pediu à CBS Records que Steinman colaborasse com ela em seu álbum seguinte.
"A gravadora, na época, achava que eu estava louca", disse ela à BBC. "Eles jamais imaginaram que isso daria certo."
Mas Steinman concordou em trabalhar com Tyler, percebendo um potencial inexplorado em sua voz, que ele comparava, em seu poder rouco, à de Janis Joplin. Ele descreveu Total Eclipse of the Heart como uma "canção febril" sobre o lado mais sombrio e obsessivo do amor e como "um exorcismo ao qual se pode dançar".
A música é considerada uma das "power ballads" mais icônicas da história, frequentemente aparecendo em posições de destaque em listas retrospectivas ao lado de clássicos como Alone, do Heart; Faithfully, do Journey; e I Want to Know What Love Is, do Foreigner.
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Dodd, que interpreta as assombrosas partes vocais de "turn around", descreve a combinação de seu tenor melancólico com o uivo rouco de Tyler como "A Bela e a Fera", mas ao contrário.
"Eu não sei o que fazer / E estou sempre no escuro / Estamos vivendo sobre um barril de pólvora e soltando faíscas", lamenta Tyler, cantando sobre uma paixão romântica que a domina a ponto do colapso. Leia também: Da euforia ao 'nunca mais vai ser campeão': o que a eliminação do Brasil
Após o primeiro refrão, um turbilhão de tambores e explosões leva a música a alturas apocalípticas.
"Juntos podemos ir até o fim da linha / Seu amor é como uma sombra sobre mim o tempo todo", brada Tyler.
Na palavra "sombra", sua voz se rompe como um relâmpago. Quando a poeira baixa, Dodd acalma o ouvinte com repetições em falsete do refrão "turn around bright eyes". É inevitavelmente épica.
Mas Total Eclipse of the Heart é uma "power ballad"? O termo é normalmente utilizado para descrever um subgênero do rock e do hair metal popularizado nos anos 1980— músicas de andamento lento que alcançam grandes altitudes musicais, vocais e emocionais, impulsionadas por riffs de guitarra e baterias estrondosas.
No entanto, o termo também foi atribuído a músicas que não são rock: a lista do jornal The Telegraph das 21 melhores power ballads inclui Nothing Compares 2 U, de Sinead O'Connor; a lista da Smooth Radio inclui I Have Nothing, de Whitney Houston; e, em um artigo para a BBC, Nick Levine descreveu a gravação de I Will Always Love You, de Houston, como "a power ballad definitiva".


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- Usamos inteligência artificial para traduzir esta reportagem, originalmente escrita em inglês. O texto foi revisado por um jornalista da BBC antes da publicação. Saiba mais aqui sobre como a BBC está usando a inteligência artificial (link para texto em inglês).
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