8 dos 10 países mais populosos do mundo não estão na Copa. Por quê?
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Crédito, Gareth Cattermole/TAS24/Getty Images for TAS Rights Management )
- Author, Pedro Martins
- Role, Da BBC News Brasil em São Paulo
- Published Há 1 hora
- Tempo de leitura: 12 min
Era uma tarde qualquer de setembro do ano passado quando os telões do vão subterrâneo da estação da Sé, a mais movimentada do metrô de São Paulo, exibiam algumas palavras em inglês.
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Para a maioria dos passageiros, eram termos que não significavam nada. No entanto, para os swifties— como os fãs de Taylor Swift se batizaram —, aquilo era um prêmio.
A capital paulista tinha sido escolhida como uma das cinco cidades onde seriam revelados trechos das letras de seu próximo álbum, The Life of a Showgirl, que seria lançado dias depois.
Assim, fãs do mundo todo precisaram voltar os olhos à Sé, em pé de igualdade com pontos centrais de Nova York, Londres, Toronto e Cidade do México, para tirar uma palhinha das próximas músicas da maior popstar da atualidade. Leia também: 'VAR está indo longe demais': gol anulado da Croácia reacende debate na Copa
Mas a escolha de Swift, que volta à baila nesta sexta-feira (3/7), quando se especula que acontecerá seu casamento, não foi por acaso: no Spotify, a principal plataforma de streaming de música do mundo, São Paulo é a segunda cidade que mais escuta suas músicas.
A estimativa foi feita pela BBC News Brasil a partir do ChartMetric, plataforma que compila dados de audiência do streaming para a indústria musical, levando em conta o mês de junho.
A capital paulista apareceu como segunda colocada em 26 dos 30 dias do mês, atrás apenas de Londres, com uma média de 1,1 milhão de reproduções diárias das músicas da cantora.
No Instagram— que registra países, em vez de cidades —, o Brasil aparecia nesta sexta-feira como o segundo país em que a cantora mais tem seguidores, atrás dos Estados Unidos; no TikTok, o país estava na terceira colocação, mas já figurou na segunda em diversas ocasiões.
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O ano era 2011. Taylor Swift já tinha lançado três álbuns de estúdio, o primeiro dele cinco anos antes, e já era uma das popstars mais proeminentes dos Estados Unidos, ao lado de nomes como Lady Gaga e Katy Perry. Leia também: 8 dos 10 países mais populosos do mundo não estão na Copa. Por quê?
No Brasil, porém, seu público se restringia a crianças e adolescentes que acompanhavam este mercado, muito promovido em revistas como a Capricho, publicação da editora Abril onipresente nos recreios dos colégios à época, e em canais da TV a cabo como o extinto Disney Channel.
Prova disso é que, até hoje, o Brasil é o país que mais escuta a própria música, com 75% do consumo no streaming voltado a artistas nacionais, segundo a Luminate, empresa especializada em dados da indústria do entretenimento nos quais as paradas da revista Billboard se baseiam.
Foi então que, com ajuda dos diretores da gravadora Universal Music, a equipe de Swift decidiu recorrer à velha e boa tática de unir um talento estrangeiro a um brasileiro.

Crédito, Nestor Javier Beremblum/LatinContent via Getty Images
Swift convidou Fernandes a verter para o português seu principal single da época, Long Live, do álbum Speak Now. A distância, gravaram um clipe para a música e, no ano seguinte, encontraram-se no Rio de Janeiro para apresentar o trabalho em um show restrito a convidados e dar entrevistas juntas.

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