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Por que reação negativa da Europa à intervenção de Trump na Copa não preocupa

Crédito, Getty Images Legenda da foto, Gianni Infantino é presidente da Fifa desde 2016 Article Information Author, Dale Johnson Role, Da BBC Sport Published Há 1 hora

Por que reação negativa da Europa à intervenção de Trump na Copa não preocupa o
O presidente da FIFA, Gianni Infantino, aponta durante a partida do Grupo I da Copa do Mundo da FIFA 2026 entre França e Iraque.

Crédito, Getty Images

Legenda da foto, Gianni Infantino é presidente da Fifa desde 2016
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    • Author, Dale Johnson
    • Role, Da BBC Sport
  • Published Há 1 hora
  • Tempo de leitura: 8 min

Gianni Infantino é presidente da Fifa há 10 anos e, no ano que vem, ele concorre à reeleição.

Leia no AINotícia: EUA sancionam brasileiros e empresas e lavagem de dinheiro

Mas a gestão de Infantino tem sido cada vez mais polêmica— do Prêmio da Paz da Fifa concedido ao presidente americano Donald Trump aos preços exorbitantes dos ingressos para a Copa do Mundo.

Mas será que a decisão sem precedentes de cancelar o cartão vermelho dado ao atacante americano Folarin Balogun poderá ser o ponto de virada? Balogun, o craque dos EUA, com três gols marcados nesta Copa, foi expulso no jogo contra a Bósnia e Herzegovina.

Ele deveria ter ficado de fora da partida de segunda-feira (06/07) contra a Bélgica, mas teve seu cartão vermelho suspenso pela Fifa. Na partida, os americanos acabaram derrotados por 4 a 1 pela Bélgica e foram eliminados do torneio que estão sediando. Leia também: O que está em jogo em audiência de investigação dos EUA contra o Brasil

Apesar de ter sido expulso, Balogun esteve em campo— mesmo que as regras da Copa do Mundo não permitam recursos contra cartões vermelhos.

Na segunda-feira, mais de 24 horas após sua decisão inicial, a Fifa divulgou um comunicado de 871 palavras que pouco esclareceu os motivos da decisão. Mas outra pessoa também se pronunciou para dar esclarecimentos.

Trump disse que "tudo" o que fez foi pedir uma revisão. Ele afirmou que não disse a Infantino para suspender a proibição de Balogun.

Mas o simples fato de tal intervenção ter ocorrido é motivo de grande preocupação em todo o futebol.

Entre os americanos, a narrativa tem sido de que houve injustiça contra os EUA, sugerindo que Balogun não deveria ficar de fora da partida contra a Bélgica. Alguns defendem que, ao ser expulso contra a Bósnia e Herzegovina, ter perdido o resto daquela partida já seria punição suficiente. Mais de mundo

Infantino rejeitou qualquer sugestão de interferência política, insistindo que a comissão disciplinar da entidade é independente.

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Play video, "Trump critica juiz brasileiro e diz que pediu revisão de cartão vermelho: 'Entendo de esportes muito bem e não foi falta'", Duration 1,2901:29
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Mas a percepção das pessoas é igualmente importante nesse caso.

A suspensão do cartão vermelho parecia uma espécie de indulto presidencial. Leia também: Quem vai ser o artilheiro da Copa?

"Este é o nosso esporte, não o deles", disse o ex-técnico do Liverpool, Jurgen Klopp. "Se Donald Trump e Gianni Infantino realmente resolveram isso entre si, é uma loucura. Isso coloca tudo em dúvida."

As consequências poderiam gerar pressão suficiente para colocar a posição de Infantino em risco?

Fifa proíbe interferência política no futebol

Os estatutos da FIFA são claros quanto à interferência política. Ela não é permitida.

Polêmicas nos bastidores da Copa

O presidente dos EUA, Donald Trump, recebe o Prêmio da Paz da FIFA do presidente da FIFA, Gianni Infantino.
Legenda da foto, A entidade FairSquare acredita que apenas 10 pessoas estiveram envolvidas na criação do Prêmio da Paz da FIFA e que a decisão não foi tomada pelo Conselho da FIFA

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