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Crédito, Getty Images
- Author, Iara Diniz
- Role, Da BBC News Brasil em São Paulo
- Published Há 4 horas
- Tempo de leitura: 4 min
O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, tornou-se alvo de uma investigação que apura supostas irregularidades na indicação de emendas parlamentares. Segundo a Polícia Federal (PF), ele teria influenciado a destinação de recursos públicos mesmo sem exercer mandato no Congresso Nacional.
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Com base nos indícios apresentados pela PF, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino determinou a suspensão das emendas parlamantares e o bloqueio de até R$ 119,2 milhões de bens do dirigente.
A indicação de emendas é uma prerrogativa exclusiva de deputados e senadores. Como Valdemar não é parlamentar há mais de uma década, ele não poderia decidir, direta ou indiretamente, o destino desses recursos.
Em nota, o presidente do PL negou qualquer irregularidade. Segundo a defesa, Valdemar apenas exercia atividades inerentes à direção de um partido político, como dialogar com parlamentares e defender prioridades da legenda, e que não há provas de que ele tenha participado conscientemente de um esquema criminoso. Leia também: Por que PF e Flávio Dino apontam presidente do PL como suspeito de indicar
O PL é o partido de Flávio Bolsonaro, senador e pré-candidato a presidente da República. Além dele, seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), seus irmãos e sua madrastra, Michelle Bolsonaro, também são filiados à legenda.
Em uma publicação nas redes sociais nesta sexta-feira (10/7), o senador criticou a investigação da PF e disse que o órgão atua "de forma seletiva para constranger um adversário político do atual governo".
"Como presidente do maior partido do Brasil, é natural que ele atue politicamente junto a deputados federais, em especial os do próprio PL", escreveu Flávio Bolsonaro no X.
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"Tenho certeza que o presidente Valdemar saberá dar todas as respostas aos pontos levantados."
Segundo a decisão do ministro Flávio Dino, assinada na segunda-feira (6/7), e baseada na investigação da PF, Valdemar utilizava sua posição como presidente do PL para "direcionar recursos de emendas de comissão" como se fossem uma "cota pessoal e particular".
Para isso, ele contava com o auxílio de servidores da Câmara dos Deputados, que, segundo a investigação, organizavam as indicações e encaminhavam aos ministérios as informações necessárias para a execução das emendas. Leia também: Espanha pode bater a Bélgica? O trunfo de cada seleção para chegar à semifinal
Segundo a PF, os parlamentares apareciam formalmente como autores das indicações, embora as decisões teriam partido de Valdemar. Na decisão, Flávio Dino afirma que esse procedimento buscava dar aparência de legalidade às destinações feitas por uma pessoa sem mandato parlamentar:
"As planilhas eram tratadas, analisadas e condensadas pelos servidores da Câmara para encaminhamento aos Ministérios. O encaminhamento direcionava essas emendas alocando, falsamente, deputados federais como 'solicitantes' das indicações, a fim de conferir ares de legalidade às indicações formalizadas conforme diretrizes de um não parlamentar."
A estimativa é que pelo menos 21 emendas, que somam cerca de R$ 119,2 milhões, tenham sido empenhadas ou pagas dentro do suposto esquema.
Ao analisar o caso, Dino afirmou que há "indícios contundentes" de que o grupo atuou para dar às emendas parlamentares destino diferente do previsto em lei, "contemplando e beneficiando interesses de uma pessoa não pertencente ao parlamento".
A investigação é um desdobramento da Operação Transparência, deflagrada pela Polícia Federal em dezembro de 2025 para apurar suspeitas de irregularidades na destinação de recursos públicos por meio de emendas parlamentares.
O que diz a defesa
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