A Copa dos pênaltis perdidos — a 'paradinha' virou um problema?
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Crédito, Disney
- Author, Annabel Rackham
- Role, Repórter de Cultura
- Published 10 julho 2026, 17:01 -03Atualizado Há 2 horas
- Tempo de leitura: 5 min
A Disney voltou a transformar um de seus maiores sucessos recentes de animação em um remake (refilmagem) com atores reais (live-action). Desta vez foi a vez de Moana, lançado originalmente em 2016 como uma animação computadorizada. A nova versão foi duramente criticada pela maioria dos críticos.
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O ator Dwayne Johnson (conhecido como The Rock) volta ao papel do semideus Maui dublado por ele na versão animada, enquanto a estreante australiana-samoana Catherine Laga'aia, de 19 anos, interpreta Moana, filha adolescente de um chefe polinésio que sai numa aventura para salvar seu povo.
Em sites que agregam avaliações de filmes, Moana obteve 42% no Metacritic (com base em 35 críticas) e 33% no Rotten Tomatoes (com base em 115 críticas), que resume o consenso da crítica afirmando que o filme "é uma empreitada bastante sem vida que consolida a animação original como a aventura superior".
Entre as avaliações mais favoráveis está a de Owen Gleiberman, da revista americana Variety. Para ele, o longa "escapa da maldição dos remakes— na verdade, vai além dela". Leia também: Haaland: nascido na Inglaterra, artilheiro da Noruega está prestes a ver

Crédito, Walt Disney
Segundo Gleiberman, o filme "entrega de fato Moana, sua beleza, seu humor e seu encanto de conto de fadas" e a escolha de Johnson para o papel é "perfeita".
Já Peter Bradshaw, do jornal britânico The Guardian, foi na direção contrária. Em uma crítica na qual deu duas estrelas ao filme, Bradshaw o descreveu como "um remake em live-action competente, mas desnecessário e sem empolgação, que volta ao básico".
Bradshaw afirmou que Johnson atua "no piloto automático, como um software" e criticou o uso de computação gráfica (CGI, na sigla em inglês), que, segundo ele, é "tão predominante" que o filme "parece mais uma animação".
Bradshaw concluiu dizendo que a produção "parece apenas mais um conteúdo supérfluo criado para ser monetizável". Mais de mundo
Clarisse Loughrey, do jornal britânico The Independent, foi ainda mais dura. Em sua crítica de uma estrela, definiu Moana como "um desperdício do tempo e do talento de todos".
"A situação chegou a esse ponto, a ponto de aceitarmos Dwayne Johnson repetindo exatamente a mesma interpretação de voz que fez uma década atrás?", escreveu Loughrey.
Ela também criticou o visual 'animação' do filme: "Supostamente, algumas cenas foram filmadas no Havaí, e não em um estúdio em Atlanta. Eu seria incapaz de dizer quais." Leia também: Por que 'Total Eclipse of the Heart' é a canção pop mais dramática já feita?

Crédito, Walt Disney
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John Nugent, da revista especializada em cinema Empire, também criticou negativamente o filme. Segundo Nugent, o personagem de Johnson "parece uma interpretação feita por inteligência artificial", e chamar a produção de live-action "é quase um equívoco", devido ao uso intenso de computação gráfica.
Em sua crítica que conferiu duas estrelas ao filme, Nugent afirmou que o remake parece "completamente desnecessário", já que o filme original era "uma divertida, emocionante e bem-humorada história de amadurecimento, com músicas excelentes e uma abordagem polinésia cativante da fórmula das princesas da Disney".
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