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Por que julgamento da Meta pode mudar o futuro do Facebook e do Instagram

Crédito, Getty Images Article Information Author, Kali Hays Role, Repórter de tecnologia da BBC News Published Há 2 horas Tempo de leitura: 5 min Nos últimos anos, a

Por que julgamento da Meta pode mudar o futuro do Facebook e do Instagram
Mark Zuckerberg, CEO da Meta, vestindo um terno azul-escuro com uma gravata vermelha-escura.

Crédito, Getty Images

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    • Author, Kali Hays
    • Role, Repórter de tecnologia da BBC News
  • Published Há 2 horas
  • Tempo de leitura: 5 min

Nos últimos anos, a Meta vem sofrendo sucessivas derrotas nos tribunais devido à forma como suas plataformas— Facebook e Instagram— afetam usuários jovens. Mas um julgamento marcado para começar na terça-feira (18/08) pode representar a maior ameaça até agora às suas operações.

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O julgamento decorre de um processo judicial instaurado em 2023 por 30 Estados americanos, incluindo Califórnia e Nova York, com acusações de inúmeras violações das leis federais e estaduais de privacidade infantil.

Os Estados não só estão buscando mais de US$ 1 trilhão da Meta, como também exigem que ela faça mudanças no Instagram e no Facebook, incluindo o fim da contagem de "curtidas" e da rolagem infinita.

Caso a Meta seja derrotada em um processo dessa magnitude, isso poderá forçar mudanças fundamentais na forma como os jovens interagem com as redes sociais. Leia também: O plano bilionário da China para fazer uma nova revolução industrial

Os Estados que processam a Meta estão pedindo diversas mudanças na forma como o Instagram e o Facebook funcionam para os jovens.

Eles querem que a Meta:

  • implemente um processo de verificação parental para usuários adolescentes;
  • altere seus "algoritmos de recomendação que manipulam a dopamina";
  • remova diversos filtros de imagem que alteram a aparência nas fotos;
  • encerre a reprodução automática do conteúdo de vídeo;
  • proíba a criação de múltiplas contas;
  • acabe com as publicações rápidas ou que desaparecem, como os Stories do Instagram.

Todas essas funcionalidades são essenciais para a experiência atual do usuário nas plataformas da Meta.

Esses recursos também são projetados para manter os usuários, incluindo adolescentes e crianças, nas plataformas com a maior frequência e pelo maior tempo possível, argumentam os Estados. Eles alegam que a Meta chega a dificultar que os jovens usem menos a plataforma, por meio de recursos como notificações frequentes criadas para incentivá-los a voltar aos aplicativos.

Hoje, o valor da Meta na bolsa de valores é de cerca de US$ 1,5 trilhão. Mais de mundo

A Meta tem negado consistentemente todas essas alegações.

"Discordamos veementemente dessas alegações e estamos confiantes de que as evidências demonstrarão nosso compromisso de longa data com o apoio aos jovens", disse uma porta-voz da Meta em comunicado.

O processo será conduzido por Yvonne Gonzalez Rogers, juíza federal chefe na Califórnia. Ela foi a juíza no julgamento de grande repercussão entre Elon Musk e Sam Altman e construiu uma reputação, ao longo de quase 20 anos de carreira, por ser incisiva e direta. Leia também: Augusto Cury na Globo: o que disse o candidato à Presidência na entrevista

'Incômodo público'

Em uma decisão recente contra a Meta, um juiz do Estado do Novo México multou a empresa em um total de US$ 942 milhões e ordenou que ela fizesse mudanças semelhantes às que outros Estados agora exigem.

As mudanças determinadas pelo juiz Bryan Biedscheid incluem a eliminação da contagem de curtidas para usuários menores de 18 anos no Instagram e no Facebook, a proibição de adolescentes enviarem ou receberem nudez pelas plataformas e a limitação das notificações push dos aplicativos a determinados horários do dia.

O juiz também declarou a Meta uma "perturbação pública" semelhante a uma fábrica que polui o ar que as pessoas respiram, causando "efeitos nocivos" que afetam toda uma população. A Meta afirmou que recorrerá da decisão.

Uma adolescente usando pulseiras coloridas está sentada do lado de fora, olhando para seu iPhone.
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