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Por que a vacina do Butantan será suspensa? Ministério da Saúde investiga mortes

Ministério da Saúde investiga mortes Pasta irá suspender temporariamente a vacina após a identificação de 42 casos de reações adversas e dois óbitos O Ministério da

Por que a vacina do Butantan será suspensa? Ministério da Saúde investiga mortes

Por que a vacina do Butantan será suspensa? Ministério da Saúde investiga mortes Pasta irá suspender temporariamente a vacina após a identificação de 42 casos de reações adversas e dois óbitos

O Ministério da Saúde anunciou que irá descontinuar temporariamente a aplicação da vacina contra a dengue do Instituto Butantan no Brasil. Segundo a pasta, a medida foi tomada após a identificação de 42 casos de reações adversas e dois óbitos entre pessoas que utilizaram o imunizante. Ainda de acordo com o ministério, ainda não é possível determinar se as mortes e adoecimentos foram, de fato, causados pela vacina, mas sim que ocorreram em um mesmo espaço temporal.

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“Nós estamos tomando essa decisão da descontinuação temporária mesmo com a causalidade ainda não estando definida, porque é uma postura de precaução”, explicou o ministro da Saúde Alexandre Padilha. A informação foi divulgada durante coletiva realizada na tarde desta segunda-feira, 8. De acordo com as autoridades de saúde, a partir de amanhã, 9, serão iniciadas investigações e monitoramentos.

Também será realizada a busca ativa das pessoas vacinadas dentro dos últimos 21 dias, período em que é possível detectar componentes da vacina no organismo do indivíduo, fundamental para determinar se há ou não causalidade. “ Isso só reforça a postura responsável do Ministério e diz claramente que as vacinas são seguras para a população, [porque] temos um sistema de farmacovigilância que aponta grande sensibilidade se alguma coisa inesperada acontece”, completou. Leia também: Internações por ansiedade entre adolescentes crescem mais de 800% em uma década

O que aconteceu A imunização com a vacina Butantan-DV foi iniciada em janeiro de 2026 e, até o momento, 500 mil doses foram aplicadas. Desse número, foram identificados 42 casos de reações adversas mais severas, o que representaria oito casos a cada 100 mil doses aplicadas. Além disso, segundo Padilha, parte das reações foram consideradas “absolutamente inesperadas”.

Isso porque não haviam sido observadas nos 16 estudos clínicos previamente realizados pelo instituto, dentro dos quais 11 mil pessoas utilizaram a vacina. Entre os casos severos, três envolveram pessoas que precisaram de internação em Unidades de Terapia Intensiva (UTI) e, destes, dois resultaram em óbitos. Ainda não existem, porém, dados suficientes para estabelecer que a vacina teria sido a causa das adversidades.

Ainda assim, “é um sinal de alerta para o sistema de farmacovigilância”, ponderou Padilha. Os eventos inesperados foram registrados entre janeiro e maio. Deles, 3,7 mil pessoas apresentaram sintomas semelhantes à dengue, ou seja, 0,7% dos vacinados.

Já os quadros mais graves, manifestaram, também, os seguintes sinais de alarme: dor abdominal, vômito persistente e sangramentos; isso representa 0,008% do total de vacinados. À população que já recebeu o imunizante, o ministro disse que, apesar da suspensão, os dados coletados até o momento indicam que a vacina é eficaz na proteção contra a dengue e reforçou a recomendação de atenção especial nas três semanas seguintes à vacinação (21 dias). Os profissionais da atenção primária deverão acompanhar os vacinados para identificar precocemente qualquer possível reação adversa que possa surgir nesse período. Mais de saude

É importante observar os seguintes sinais:- Febre- Dor abdominal intensa e contínua- Vômitos persistentes- Tontura- Sangramentos A vacinação estava sendo realizada em três cidades brasileiras: Botucatu (SP), Maranguape (CE) e Nova Lima (MG). Recentemente, doses também chegaram à região de Tocantins.

Como os quadros graves evoluíram Os três quadros mais graves apresentaram o seguinte histórico: Caso 1 Mulher, de 39 anos, apresentou febre, mialgia e náuseas seis dias após receber a vacina, evoluindo para sintomas de dengue grave, com choque e necessidade de UTI. Leia também: O que fazer se tomei a vacina da dengue do Butantan? Entenda se há riscos

Recebeu alta. Caso 2 Mulher, de 48 anos, desenvolveu sintomas de dengue grave, com comprometimento neurológico (meningoencefalite) 19 dias após a vacinação. Situação evoluiu para óbito.

Caso 3 Homem, de 58 anos, iniciou quadro febril cinco dias após a vacinação, evoluindo rapidamente para sintomas de dengue grave, com choque refratário. Situação evoluiu para óbito. O que acontece agora?

A partir desta terça-feira, 9, o Ministério da Saúde iniciará o monitoramento ativo de casos nas redes hospitalares para identificar possíveis eventos adversos relacionados à vacina. A pasta também realizará uma reunião com gestores estaduais e representantes do Conselho Nacional de Secretários de Saúde e do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde para discutir as próximas etapas da investigação e reforçar as ações de vigilância. Também, segundo Eder Gatti, diretor do Programa Nacional de Imunizações, serão realizados estudos complementares para avaliar a segurança e a efetividade da vacina em diferentes cenários epidemiológicos e grupos populacionais.

A investigação envolverá o Ministério da Saúde, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), especialistas, serviços de saúde, vigilâncias locais e o Instituto Butantan.

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