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- Author, John Laurenson
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A Itália — que já havia sido criticada pela França no passado por usar incentivos fiscais para atrair residentes franceses ricos — vem se tornando um destino cada vez mais atraente para cidadãos de outros países, sobretudo do Oriente Médio, devido aos distúrbios provocados pela guerra no Golfo.
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Os impostos não foram o principal motivo para deixar a França, insiste Robert (nome alterado) enquanto toma um café com leite no Aeroporto Charles de Gaulle, em Paris. Segundo ele, a Itália foi escolhida por sua beleza, arte e música.
Mas para este francês, comprar uma casa em Roma e tornar-se residente fiscal italiano foi uma parte muito atraente de se mudar para o país, onde indivíduos com grande patrimônio podem pagar um imposto anual fixo sobre toda a renda estrangeira — independentemente do valor — e desfrutar de outras isenções.
Robert, que se descreve como apenas "moderadamente rico", mudou-se para a Itália há oito anos, após o fim de sua carreira na área de TI com a venda de sua empresa. Ele pode não estar entre os bilionários franceses que fugiram de impostos, mas as vantagens para ele são claras. Leia também: Os 'icebergs de gordura' que estão se espalhando pelos esgotos das cidades e
Se tivesse comprado uma casa na França, teria que pagar o que os franceses chamam de "frais de notaire" (taxas de cartório), cuja maior parte vai para o governo.
Na Itália, há isenção para quem compra um imóvel pela primeira vez. Na França, o presidente Emmanuel Macron transformou o "Impot sur la Fortune" (imposto sobre a fortuna) em imposto sobre o patrimônio imobiliário, de modo que investimentos no mercado de ações, por exemplo, não são mais afetados.
Mas "se você tem US$ 10 milhões em imóveis, esse imposto é realmente doloroso", diz Robert.
Na Itália, não existe nada parecido.
Na França, também é preciso pagar um imposto sobre a propriedade (taxe foncière ou imposto territorial). "Não temos isso aqui para residência principal", diz Robert, embora observe que "há uma taxa considerável para coleta de lixo". Mais de mundo
A melhor parte, na opinião dele, é que não há imposto sobre herança para propriedades na Itália avaliadas em até 1 milhão de euros (R$ 5,9 milhões), e acima desse limite, a alíquota é de apenas 4%. Na França, o limite de isenção é bem menor — 100 mil euros (R$ 590 mil) — e a partir daí, a tributação aumenta progressivamente até uma alíquota máxima de 45%.
Mas é para os verdadeiramente ricos que a Itália começa a parecer com um paraíso fiscal.
"Tenho amigos que se mudaram para cá por motivos fiscais e outros que estão considerando a possibilidade", Robert me conta. "Para quem paga muitos impostos, a Itália é muito atraente por causa de sua alíquota fixa." Leia também: O que é a Armadilha de Tucídides, conceito que Xi Jinping usa para definir

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Na Itália, as autoridades fiscais estabelecem um limite máximo para o imposto de renda. Independentemente do quanto você ganhe, você nunca pagará mais do que esse valor. O limite máximo é atualmente de 300 mil euros (R$ 1,7 milhão), embora recentemente fosse de 200 mil euros (R$ 1,1 milhão) e, antes disso, até mesmo de 100 mil (R$ 590 mil). Para quem paga 1 milhão de euros em imposto de renda anualmente na França, a Itália se torna muito atraente.
Quanto aos cidadãos americanos, eles são sempre tributados sobre sua renda mundial, portanto, mudar-se para a Itália não ajudaria a reduzir sua carga tributária.
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