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Por que a Itália está se tornando atraente para os ultrarricos

Crédito, Getty Images Legenda da foto, Os incentivos fiscais atraem os ricos para a Itália Article Information Author, John Laurenson Role, BBC Worklike Published Há 3

Por que a Itália está se tornando atraente para os ultrarricos
Um homem debruçado na borda de uma varanda em Roma.

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Legenda da foto, Os incentivos fiscais atraem os ricos para a Itália
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    • Author, John Laurenson
    • Role, BBC Worklike
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A Itália — que já havia sido criticada pela França no passado por usar incentivos fiscais para atrair residentes franceses ricos — vem se tornando um destino cada vez mais atraente para cidadãos de outros países, sobretudo do Oriente Médio, devido aos distúrbios provocados pela guerra no Golfo.

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Os impostos não foram o principal motivo para deixar a França, insiste Robert (nome alterado) enquanto toma um café com leite no Aeroporto Charles de Gaulle, em Paris. Segundo ele, a Itália foi escolhida por sua beleza, arte e música.

Mas para este francês, comprar uma casa em Roma e tornar-se residente fiscal italiano foi uma parte muito atraente de se mudar para o país, onde indivíduos com grande patrimônio podem pagar um imposto anual fixo sobre toda a renda estrangeira — independentemente do valor — e desfrutar de outras isenções.

Robert, que se descreve como apenas "moderadamente rico", mudou-se para a Itália há oito anos, após o fim de sua carreira na área de TI com a venda de sua empresa. Ele pode não estar entre os bilionários franceses que fugiram de impostos, mas as vantagens para ele são claras. Leia também: Os 'icebergs de gordura' que estão se espalhando pelos esgotos das cidades e

Se tivesse comprado uma casa na França, teria que pagar o que os franceses chamam de "frais de notaire" (taxas de cartório), cuja maior parte vai para o governo.

Na Itália, há isenção para quem compra um imóvel pela primeira vez. Na França, o presidente Emmanuel Macron transformou o "Impot sur la Fortune" (imposto sobre a fortuna) em imposto sobre o patrimônio imobiliário, de modo que investimentos no mercado de ações, por exemplo, não são mais afetados.

Mas "se você tem US$ 10 milhões em imóveis, esse imposto é realmente doloroso", diz Robert.

Na Itália, não existe nada parecido.

Na França, também é preciso pagar um imposto sobre a propriedade (taxe foncière ou imposto territorial). "Não temos isso aqui para residência principal", diz Robert, embora observe que "há uma taxa considerável para coleta de lixo". Mais de mundo

A melhor parte, na opinião dele, é que não há imposto sobre herança para propriedades na Itália avaliadas em até 1 milhão de euros (R$ 5,9 milhões), e acima desse limite, a alíquota é de apenas 4%. Na França, o limite de isenção é bem menor — 100 mil euros (R$ 590 mil) — e a partir daí, a tributação aumenta progressivamente até uma alíquota máxima de 45%.

Mas é para os verdadeiramente ricos que a Itália começa a parecer com um paraíso fiscal.

"Tenho amigos que se mudaram para cá por motivos fiscais e outros que estão considerando a possibilidade", Robert me conta. "Para quem paga muitos impostos, a Itália é muito atraente por causa de sua alíquota fixa." Leia também: Cientistas alertam para calor na Copa do Mundo e dizem que Fifa coloca

Duas mulheres, visivelmente relaxadas e felizes, desfrutam de um passeio de barco no Mar Mediterrâneo. Ao fundo, avista-se a famosa cidade de Positano, na Itália.

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Legenda da foto, A taxa fixa de imposto sobre todos os rendimentos estrangeiros tornou a residência na Itália atraente para pessoas de outros países.

Na Itália, as autoridades fiscais estabelecem um limite máximo para o imposto de renda. Independentemente do quanto você ganhe, você nunca pagará mais do que esse valor. O limite máximo é atualmente de 300 mil euros (R$ 1,7 milhão), embora recentemente fosse de 200 mil euros (R$ 1,1 milhão) e, antes disso, até mesmo de 100 mil (R$ 590 mil). Para quem paga 1 milhão de euros em imposto de renda anualmente na França, a Itália se torna muito atraente.

Quanto aos cidadãos americanos, eles são sempre tributados sobre sua renda mundial, portanto, mudar-se para a Itália não ajudaria a reduzir sua carga tributária.

Decisão complexa

Um homem de óculos, paletó, colete, gravata e lenço branco no bolso do paletó.
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