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A Fifa, entidade que organiza a Copa do Mundo, reúne atualmente 211 seleções. O número é maior do que o de países-membros da ONU (Organização das Nações Unidas), que soma 193 Estados.
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A diferença se explica pelo fato de que os membros da Fifa não são necessariamente países reconhecidos internacionalmente. A entidade usa a definição de “associações-membro” e, em seu site oficial, se refere a elas como “países e territórios”. Leia também: Flávio Bolsonaro diz que tarifa dos EUA é “do Lula” e minimiza efeito na
Para integrar a Fifa, portanto, não é obrigatório ser um Estado soberano. Basta ter uma federação própria de futebol e uma liga em funcionamento.
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Ao explicar quem são seus membros, a Fifa afirma que essas administrações locais são responsáveis pelo desenvolvimento e pela governança do futebol em seus territórios, incluindo a organização de competições, o incentivo ao esporte de base e a promoção da modalidade em todos os níveis.
Na ONU, o processo é mais complexo. Para que um país passe a integrar a organização, ele precisa assinar a Carta das Nações Unidas, documento fundador da entidade, e ser reconhecido pelos atuais membros — algo que muitas vezes esbarra em disputas políticas ou diplomáticas.
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Seleções que não estão na ONU
A ilha do Caribe, que disputará sua primeira Copa, é um país autônomo dentro do Reino dos Países Baixos. Por isso, não tem representação própria na ONU e é representada pelo próprio reino, assim como a Holanda. Leia também: Governo Lula Negocia com EUA para Evitar "Tarifaço"
O caso é semelhante ao do Reino Unido, que aparece como uma única unidade na ONU, mas tem quatro seleções filiadas à Fifa. Neste ano, Inglaterra e Escócia — adversária do Brasil na fase de grupos — disputam o Mundial separadamente.
Há ainda outros casos emblemáticos entre membros da Fifa que não estarão na Copa de 2026. Um deles é a Palestina, reconhecida por muitos países como um Estado, mas não por todos. Na ONU, a Palestina tem status de observador permanente.
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Sara Baptista
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