Sensação da Liberta perde estrela, mas pega Flu com seu 'Haaland' em alta
Ler matéria →A Ponte Preta completa 126 anos nesta terça-feira em um dos momentos mais delicados de sua história. O aniversário encontra o clube mergulhado em uma crise que ultrapassa o campo: a Macaca foi rebaixada no Campeonato Paulista, ocupa a lanterna da Série B, convive com salários atrasados, transfer bans e uma sequência de saídas de jogadores.
Fora das quatro linhas, a situação também é marcada por cobranças internas, protestos da torcida e dificuldades para manter o funcionamento financeiro do clube. Ao mesmo tempo, a diretoria tenta acelerar a transformação em SAF, apresentada como alternativa para reorganizar as contas e criar condições para uma reconstrução esportiva. Estádio Moisés Lucarelli— Foto: Marcos Ribolli/ PontePress
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É um cenário muito distante das lembranças de uma Ponte que frequentava a elite do futebol brasileiro e chegou a disputar uma final continental. Em 2013, a equipe foi vice-campeã da Copa Sul-Americana. Em 2017, disputou pela última vez a Série A do Brasileiro.
Desde então, porém, o clube passou por uma sequência de dificuldades esportivas e financeiras que culminou na situação atual. Para o torcedor, a comparação entre passado e presente é inevitável. Lucão da Ponte, influenciador e torcedor— Foto: Oscar Herculano- Eu peguei uma época que a Ponte estava na Série A, que disputou final de Sul-Americana- lembra o influenciador Lucão da Ponte.
- Acho que é um futuro incerto. Ainda mais que no ano que vem tem Série A2, já no início. É uma incerteza. Leia também: Transmissão ao vivo de Palmeiras x Cerro Porteño pela Libertadores
Os problemas financeiros deixaram de ser apenas uma questão administrativa e passaram a determinar diretamente o futebol da Ponte. A falta de recursos provocou atrasos salariais, contribuiu para a saída de jogadores e impediu o registro de reforços por causa de três transfer bans, dois na Fifa e um na CNRD. O elenco também perdeu profundidade ao longo da temporada.
Jogadores como William Pottker, Diogo Silva, Diego Tavares e outros deixaram o clube, enquanto reforços contratados para a sequência da Série B seguem sem poder atuar enquanto as punições não forem derrubadas. Dentro de campo, o resultado é uma campanha que já entrou para a lista das piores da história da competição. A Ponte chegou a 15 partidas consecutivas sem vencer na Série B e se aproximou do recorde absoluto do campeonato, pertencente ao ABC, que ficou 19 jogos sem triunfar em 2015.
Com nove pontos em 21 rodadas, a Macaca tem 99,9% de risco de rebaixamento para a Série C, segundo o Gato Mestre, do ge.- O que o time está apresentando, o cenário fora de campo, falta de salário, desorganização, falta de estrutura. Por conta disso, vejo como inviável a permanência da Ponte na Série B.
A crise também mudou a relação do torcedor com o clube. O desejo, que no início da temporada era por uma campanha competitiva na Série B, passou a ser muito mais básico.- O desejo seria o não rebaixamento.
A gente queria permanecer na Série B. Esse era o presente ideal- afirma Renato Pacheco. SAF como alternativa É neste cenário que a discussão sobre a SAF ganhou espaço dentro da Ponte. Mais de esporte
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A proposta apresentada prevê investimento de até R$ 1 bilhão, dividido entre futebol, infraestrutura e pagamento de dívidas. O projeto ainda precisa passar pelo Conselho Deliberativo e, posteriormente, pelos associados.- Quando os números são mostrados, o torcedor fica seduzido.
Ah, um bilhão, dívidas sendo quitadas, estádio modernizado. Mas quando você analisa todo o contexto, é algo que precisa ser muito bem estudado, muito bem esclarecido- explica Carlão de Freitas.- Concordo que, em algum momento, a Ponte, seja com essa gestão ou com outra gestão, vai precisar de uma SAF.
Tocar a Ponte Preta do jeito que está é inviável financeiramente. Renato Pacheco também vê a possibilidade como uma alternativa, mas cobra transparência na condução do processo. Renato Pacheco, torcedor da Ponte— Foto: Oscar Herculano/EPTV- Leia também: Rei dos triplos-duplos, Westbrook anuncia adeus na NBA em vídeo narrado
A SAF seria uma opção, desde que seja bem transparente. Apresentar tudo para os conselheiros, para a torcida da Ponte. Quem vai estar à frente do clube no futuro.
- Essa escadaria tem história, cara. Um lugar de muitas amizades. A Ponte Preta tem isso também, a gente forma ciclo de amizades.
Dia de jogos, uma hora, duas horas antes já tem o pessoal aqui. E quando acaba, a gente é o último a sair. É essa relação que faz a torcida acreditar em uma reconstrução, mesmo que ela não seja imediata.
- Já passamos outros momentos complicados. Final dos anos 90, início dos anos 2000. Não vamos abandonar- diz Lucão.
Moisés Lucarelli; entrada principal— Foto: Oscar Herculano O torcedor também lembra do título da Série C de 2025 como um momento em que parecia possível iniciar uma nova fase.- Com o título da Série C, a gente imaginou que teria uma virada de chave.
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