A central sindical CSP-Conlutas e outras entidades que representam trabalhadores foram impedidas pela Polícia Militar de São Paulo de fazer um ato na avenida Paulista no Primeiro de Maio.
O motivo, segundo relatou a corporação na ata de uma reunião sobre o tema, é que três pequenos grupos bolsonaristas —Patriotas do QG , A Voz da Nação e Marcha da Liberdade— já haviam solicitado a autorização com antecedência e farão manifestações. A PM diz ter seguido a regra para esses casos.
A PM afirma que tomou tal decisão "tendo em vista ser ano eleitoral e possibilidade de tensão entre os movimentos". Leia também: Zema compara greve em universidades a politicagem, e outros presidenciáveis silenciam
Conforme a ata da reunião com a presença de sindicalistas, representantes dos movimentos de direita e de órgãos públicos, estaduais e municipais, caso a CSP-Conlutas descumpra o veto, será acionado o Batalhão de Choque para desobstrução da Paulista.
"Isso é um absurdo. Não bastasse a decisão arbitrária e de última hora, este dia é mundialmente consagrado às manifestações do Dia Internacional de Luta dos Trabalhadores e suas reivindicações e, como tal, deve ser tratado", afirmou Luiz Carlos Prates, conhecido como Mancha, dirigente da CSP-Conlutas.
A central tem ligações históricas com o PSTU, partido de esquerda radical.
O Painel não localizou nenhum representante dos movimentos bolsonaristas, todos de pequeno porte. O único com página no Instagram é o Patriotas do QG, com 3.976 seguidores. Em uma página no Instagram, o grupo chama para manifestação no dia 1º, às 11h, em frente ao prédio da Fiesp. Mais de politica
A pauta da manifestação reúne apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República, críticas ao STF e pedido de liberdade para Jair Bolsonaro. Leia também: Zema compara greve em universidades a politicagem, e outros presidenciáveis silenciam
O Painel procurou a assessoria de comunicação da SSP (Secretaria de Segurança Pública), mas não obteve retorno até a publicação deste texto.
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