Policial também foi condenado por tentar matar o namorado da vítima. 'Hoje estou sentindo alívio', diz mãe da jovem após quase oito anos de espera por justiça.
-
O policial militar Johnatas Almeida Lima e Lima, condenado pelo homicídio de Brenda Lima de Oliveira, foi preso nesta sexta-feira (10).
-
O boletim de ocorrência referente ao mandado de prisão foi registrado na delegacia de Suzano.
-
Johnatas foi condenado em 2025 a 14 anos de prisão pela morte de Brenda e a mais nove anos e quatro meses pela tentativa de homicídio do namorado da vítima.
Brenda Lima tinha 20 anos quando foi assassinada em Poá. — Foto: Sueli Lima/Arquivo Pessoal
O policial militar Johnatas Almeida Lima e Lima, condenado pelo homicídio de Brenda Lima de Oliveira, foi preso nesta sexta-feira (10). A informação foi confirmada pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP) neste sábado (11).
O boletim de ocorrência referente ao mandado de prisão foi registrado na delegacia de Suzano. Leia também: Após mais de 9 anos, acusado de ordenar ataque que terminou com bebê morto deve ir a júri no Acre
Johnatas foi condenado em 2025 a 14 anos de prisão pela morte de Brenda e a mais nove anos e quatro meses pela tentativa de homicídio do namorado da vítima, que sobreviveu.
De acordo com a mãe de Brenda, Sueli Lima, a sensação é de alívio. “Eu sei que nada vai trazer a minha filha de volta, mas hoje eu estou sentindo alívio em saber que a justiça foi feita pela minha filha, porque foram quase oito anos esperando por justiça”, disse.
O crime aconteceu em 2 de julho de 2018, quando Brenda, que tinha 20 anos, e o namorado visitavam uma casa onde pretendiam morar, no Jardim Madre Ângela. O imóvel ficava na mesma rua em que o policial morava.
Quando o casal deixava o local de moto, foi atingido por um tiro. Segundo a investigação da polícia na época, o disparo foi efetuado pelo PM de dentro de sua própria casa. Mais de noticia
Relembre o caso
Na noite do crime, Brenda e o namorado haviam ido visitar uma casa. O imóvel fica na rua em que o policial morava, no Jardim Madre Ângela. Eles pretendiam alugar o imóvel para morar juntos. Leia também: Policial que matou casal de mulheres vai responder na Justiça comum e na Militar no ES
Quando deixavam a rua, de moto, foram atingidos por um disparo de arma de fogo, segundo a polícia, efetuado pelo policial militar Lima da casa onde ele morava.
A jovem morreu no local do crime. O namorado, ferido pelo mesmo disparo, foi socorrido e recebeu alta. O caso gerou revolta entre os moradores de Poá, que protestaram e queimaram ônibus na cidade.
Na ocasião, o acusado alegou que estava sendo ameaçado desde que uma operação prendeu suspeitos em um condomínio perto de sua casa.
O PM disse que um casal estava rodeando a casa e chegou a ficar sentado num banco, em frente ao imóvel. O policial ainda relatou ter ouvido no mesmo dia gritos de “vai morrer policial cagueta”.
- Policial militar de folga atira da sacada de casa e mata jovem de 20 anos em Poá
- Após jovem ser morta por PM, ônibus são queimados em Poá e empresa retira veículos de dois bairros
- Júri de policial suspeito de matar jovem a tiros é realizado em Poá
- Policial militar é condenado a mais de 20 anos de prisão por morte de jovem em Poá
/https://i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/9/f/1l9SubQsyCQMBBANMt2A/imagem.jpg)