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PM desocupa reitoria da USP e estudantes protestam no Centro de SP

Ação policial na reitoria do campus Butantã, na madrugada de domingo, foi marcada e apreensões de materiais. Alunos seguiram com manifestação na tarde de segunda na região

A Polícia Militar desocupou a reitoria da Universidade de São Paulo (USP), localizada no campus do Butantã, Zona Oeste da capital paulista, na madrugada de domingo (10), por volta das 4h15. A ação, que retirou cerca de 150 estudantes que ocupavam o saguão do prédio desde a última quinta-feira (7), gerou controvérsia devido a relatos conflitantes sobre o uso de força. Horas depois, na tarde desta segunda-feira (11), estudantes da USP, que estão em greve, protestaram em frente à Secretaria Estadual da Educação, no Centro de São Paulo, onde a PM novamente interveio com bomba de gás para dispersar os manifestantes.

Desocupação no Butantã e Versões Conflitantes

A operação policial na reitoria da USP, que envolveu cerca de 50 agentes, foi caracterizada pelo uso de escudos, cassetetes, bombas de efeito moral e gás lacrimogêneo, segundo relatos de alunos e informações da assessoria de imprensa do Diretório Central dos Estudantes (DCE). O DCE afirmou, conforme o G1, que a ação resultou em vários feridos e que os agentes teriam formado um “corredor polonês” para agredir os manifestantes. Vídeos gravados pelos estudantes, citados pelo G1, mostrariam policiais agredindo o grupo com cassetetes.

Em contraste, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) e a própria PM declararam que a desocupação foi concluída “sem registro de feridos” e que toda a operação foi gravada por câmeras corporais dos policiais, cujas imagens serão anexadas aos autos da ocorrência. A Reitoria da USP, por sua vez, lamentou os episódios de violência e afirmou que a desocupação ocorreu sem comunicação prévia à entidade, repudiando a violência como forma de solução de controvérsias. Leia também: 20 anos dos Crimes de Maio

A gestão do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) defendeu a permanência da Polícia Militar no campus do Butantã, visando garantir a ordem pública e a integridade do patrimônio. Contudo, assegurou, de acordo com o G1, que “eventuais denúncias de excessos serão rigorosamente apuradas”.

Danos ao Patrimônio, Apreensões e Detenções

Após a desocupação da reitoria, uma vistoria realizada pela Polícia Militar apontou danos ao patrimônio público. Entre as avarias constatadas, estão a derrubada do portão de acesso, portas de vidro quebradas, carteiras escolares danificadas, mesas avariadas e prejuízos à catraca de entrada do prédio. A polícia também informou ter apreendido no local entorpecentes, armas brancas e objetos contundentes, como facas, canivetes, estiletes, bastões e porretes.

Quatro pessoas foram conduzidas ao 7º Distrito Policial, localizado na região da Lapa e Vila Romana. Lá, foi registrado um boletim de ocorrência por dano ao patrimônio público e alteração de limites. Após a qualificação, os detidos foram liberados, conforme apurado pelo G1. Mais de noticia

Reivindicações Estudantis e Posição Institucional

Os estudantes haviam ocupado o prédio da reitoria em um protesto conectado à greve de alunos da USP, Unicamp e Unesp. O movimento cobra uma série de melhorias nas políticas de permanência estudantil, incluindo o aumento de bolsas, a reforma das moradias universitárias e a manutenção da estrutura física dos campi. A Reitoria da USP informou que manteve negociações com o movimento estudantil nos dias anteriores à ocupação e que parte das reivindicações já havia sido atendida. Segundo a instituição, sete grupos de trabalho foram criados para discutir outros pontos da pauta, embora algumas demandas não pudessem ser atendidas por estarem fora do âmbito de atuação da universidade. Leia também: Gusttavo Lima Domina Palco do Ribeirão Rodeo Music 2026

Protesto no Centro de SP Dispersado

Na tarde desta segunda-feira (11), a greve estudantil da USP se estendeu para o Centro da capital paulista. Alunos se reuniram em frente ao prédio da Secretaria Estadual da Educação, na República, para continuar seus protestos. A Polícia Militar utilizou bombas de gás para dispersar os manifestantes, conforme noticiou o G1.

  • **Quando:** Desocupação na madrugada de domingo (10); protesto no Centro na tarde de segunda (11).
  • **Onde:** Reitoria da USP (Butantã, Zona Oeste) e Secretaria da Educação (República, Centro).
  • **Quem:** Polícia Militar, estudantes da USP (em greve, junto a Unicamp e Unesp), Reitoria da USP e Diretório Central dos Estudantes (DCE).
  • **O que:** Desocupação de reitoria, relatos de violência (DCE) versus negação de feridos (PM), apreensão de objetos e danos ao patrimônio (PM), protesto estudantil dispersado por gás (Centro).
  • **Por quê:** Ocupação devido à greve por permanência estudantil; desocupação para garantir ordem pública; protesto contra ação policial e por continuidade das reivindicações.
  • **Como:** Operação da PM com cassetetes e gás; dispersão de protesto com bomba de gás.

A situação mantém a tensão entre o movimento estudantil e as forças de segurança. Enquanto a gestão estadual e a PM reforçam a necessidade de manter a ordem e garantir a integridade do patrimônio, comprometendo-se a apurar excessos, o DCE e os estudantes denunciam a violência das ações policiais. O diálogo sobre as políticas de permanência estudantil, que motivou a ocupação inicial, segue em aberto no âmbito da universidade, em meio a um ambiente de conflito e manifestações que persistiram nesta segunda-feira.

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