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Uma semana após ter elevado as ações da Braskem (BRKM5), o JPMorgan destacou ver um ponto de entrada tático atrativo nos títulos da companhia com vencimento em 2030 e 2031, elevando a recomendação desses papéis para overweight (exposição acima da média), em relatório chamado “Plastic or fantastic? Tactically upgrading the ’30s and ’31s to OW” ou “Plástico ou fantástico? Elevando taticamente os vencimentos dos anos 30 e 31 para OW” (em tradução livre).
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De acordo com o JPMorgan, a perspectiva fundamental para a Braskem melhorou de forma significativa, embora a grande questão continue sendo quanto dessa força se estende além de 2026 e se converte em geração de caixa – este é o ponto central e a maior fonte de incerteza na análise.
“Vemos o maior envolvimento da Petrobras (PETR4) de forma construtiva — como principal fornecedora de matéria-prima, sua mudança de um papel passivo para um mais ativo na administração é positiva para a tese”, aponta. Leia também: Após PF apontar favorecimento à Refit, Receita estadual exonera 40 servidores
“Dito isso, acreditamos que qualquer processo de reestruturação pode se mostrar mais benigno do que se teme — com o pano de fundo fundamental melhorando, será difícil pedir concessões significativas aos credores, o que desloca o cenário mais provável para uma resolução mais favorável”, aponta.
O banco vê um ponto de entrada tático interessante nos níveis atuais e, assim, taticamente, elevou a recomendação para os “bonds” da Braskem para 2030 e 2031 para overweight, já que ambos negociam de forma geral próxima ao piso da nossa faixa de recuperação, limitando o potencial de queda (downside) enquanto oferecem potencial de alta (upside) relevante se o cenário evoluir positivamente. “Mantemos recomendação neutra para o restante da curva”, avalia.
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Para o banco, a Braskem caminha para um 2026 mais forte, à medida que os desafios no mercado global e as restrições logísticas no Oriente Médio apertaram a oferta de petroquímicos e sustentaram a melhoria de margens.
Primeiro, os danos físicos à infraestrutura de óleo e gás na região são reais e podem levar anos para serem reparados. Mais de economia
Segundo, mesmo deixando de lado os danos físicos, a reorientação de fontes de matéria-prima e da cadeia de suprimentos leva tempo — o CEO da Dow observou que a normalização de toda a cadeia pode levar até nove meses após um acordo ser firmado.
“EUA e Rússia estão aumentando produção e exportações de GLP/etano para preencher parcialmente a lacuna, mas, até aqui, isso tem sido insuficiente para compensar a magnitude da disrupção. O efeito líquido é que os balanços de oferta e demanda em PE (polietileno) e PP (Polipropileno) podem permanecer mais apertados por mais tempo”, avalia. Leia também: Conflito no Oriente Médio
Assim, o JPMorgan espera que a normalização ao longo da cadeia petroquímica leve vários meses, diante das interrupções contínuas em instalações e dos prazos logísticos mais longos.
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Lara Rizério
Editora de mercados do InfoMoney, cobre temas que vão desde o mercado de ações ao ambiente econômico nacional e internacional, além de ficar bem de olho nos desdobramentos políticos e em seus efeitos para os investidores.
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