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PF retira credenciais de policial dos EUA em retaliação a expulsão de delegado

O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, disse que o delegado Marcelo Ivo de Carvalho voltou ao Brasil por sua determinação

PF retira credenciais de policial dos EUA em retaliação a expulsão de delegado

O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, disse que o delegado Marcelo Ivo de Carvalho voltou ao Brasil por sua determinação. O delegado trabalhava em missão de cooperação junto à polícia de imigração dos Estados Unidos. "

Não há nenhuma expulsão de funcionário brasileiro. Ele voltou por determinação minha, em razão desse episódio para que nós consigamos esclarecer se há um processo formal no Departamento de Estado, no próprio ICE...seja onde for", disse Andrei em entrevista ao Estúdio i da GloboNews, nesta quarta-feira (22). Na segunda-feira (20), o Escritório para Assuntos do Hemisfério Ocidental do governo americano divulgou que os EUA ordenaram que um delegado brasileiro que atuou no caso da prisão de Alexandre Ramagem (PL-RJ), deixasse o país.

Sem citar nomes, o governo americano afirmou em uma rede social que uma autoridade brasileira tentou “contornar pedidos formais de extradição” para promover “perseguições políticas” no país. " Nenhum estrangeiro pode manipular nosso sistema de imigração para contornar pedidos formais de extradição e estender perseguições políticas ao território dos Estados Unidos.

Hoje, pedimos que o funcionário brasileiro em questão deixe o país por tentar fazer isso", diz o texto. A TV Globo confirmou com a Embaixada dos Estados Unidos no Brasil que a autoridade citada é o delegado da Polícia Federal (PF) Marcelo Ivo de Carvalho, que atuava junto ao Serviço de Imigração e Controle de Aduanas norte-americano (ICE). Carvalho foi nomeado para atuar em Miami em março de 2023, em uma missão junto ao ICE com duração de dois anos.

Entre as suas funções estava a identificação e a prisão de foragidos da Justiça brasileira nos EUA. Em março de 2025, o governo brasileiro publicou uma portaria que prorrogou a permanência dele na missão até agosto deste ano. Fuga de Ramagem

Em setembro de 2025, Alexandre Ramagem deixou o Brasil de forma clandestina, pela fronteira com a Guiana, enquanto era julgado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por sua participação nas ações da trama golpista. Condenado a 16 anos de prisão, durante o governo de Jair Bolsonaro, Ramagem foi nomeado para chefiar a Agência Brasileira de Inteligência (Abin). Sua gestão foi alvo de investigações sobre o uso da estrutura do órgão para monitorar ilegalmente adversários políticos, no caso conhecido como "Abin Paralela". Leia também: Vídeo mostra desespero de clientes em bar de BH durante ataque a tiros que causou duas mortes

Depois de sair do Brasil pela Guiana, Ramagem viajou para os EUA. No último dia 13 de abril, ele foi preso em Orlando, na Flórida, por questões migratórias, segundo a Polícia Federal. No mesmo dia, foi levado a um centro de detenção no Condado de Orange, onde fica em uma cela separada e ficou detido por dois dias.

Após ser solto, o Serviço de Imigração e Controle de Aduanas (ICE) dos Estados Unidos disse à Polícia Federal (PF) que Alexandre Ramagem poderá aguardar em liberdade nos EUA a conclusão de um processo de pedido de asilo. Lula comentou o caso Na terça-feira (21), durante sua viagem pela Europa, o presidente Lula comentou sobre o episódio envolvendo o delegado brasileiro e as determinações do governo americano, dizendo que ainda não sabia o que tinha ocorrido, mas que poderia usar o princípio da reciprocidade contra um americano no Brasil.

"Fui informado, hoje de manhã. Acho que, se houve um abuso americano com relação ao nosso policial, vamos fazer valer a reciprocidade com o dele no Brasil", disse Lula na porta do Hotel em Hannover, na Alemanha, em conversa com a imprensa. 🔎

A reciprocidade é um princípio da diplomacia que prevê que um país pode adotar uma medida equivalente em relação a outro. Cronologia do caso e como foi o impasse - 📆Março de 2023 O delegado da PF Marcelo Ivo de Carvalho é nomeado para atuar como oficial de ligação em Miami (EUA), em missão junto ao Serviço de Imigração e Controle de Aduanas dos EUA (ICE), com duração inicial de dois anos.

- 📆2023 a 2025 O delegado permaneceu nos EUA, cumprindo a missão. Entre as principais atribuições do delegado estão a colaboração com a identificação e prisão de foragidos da Justiça brasileira nos Estados Unidos. Mais de noticia

- 📆Março de 2025 Governo publica uma portaria prorrogando a permanência dele na missão por mais um ano. - 📆Setembro de 2025

Ramagem, que foi delegado da PF em Roraima, saiu do Brasil no mês em que o Supremo Tribunal Federal (STF) julgou os integrantes do núcleo crucial da trama golpista. Ele foi condenado a 16 anos, um mês e 15 dias de prisão, em regime inicial fechado. - 📆18 de dezembro de 2025 Leia também: Oposição apresentará pedido de impeachment de Gilmar por ação contra Zema

A Mesa Diretora da Câmara dos Deputados cassa o mandato de Ramagem. A decisão atende à sentença do STF que condenou o ex-parlamentar à perda do mandato e a 16 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado. - 📆17 de março de 2026

A PF nomeia a delegada Tatiana Alves Torres para assumir o posto de oficial de ligação em Miami, em substituição a Marcelo Carvalho. A decisão é publicada no Diário Oficial da União. Segundo o governo, trata-se de missão transitória, com duração de dois anos, incluindo mudança de sede e possibilidade de acompanhamento de dependentes.

A substituição é tratada como parte da dinâmica regular de missões no exterior. - 📆13 de abril de 2026 Ramagem é preso em Orlando, na Flórida (EUA), por questões migratórias, segundo a Polícia Federal.

No mesmo dia, ele é levado a um centro de detenção no Condado de Orange, onde fica em uma cela separada. Ramagem foi preso por agentes de imigração dos Estados Unidos. - 📆15 de abril de 2026

Ramagem deixa a prisão nos Estados Unidos. Segundo apuração, ele foi liberado às 14h52 no horário local (15h52 em Brasília). - 📆16 de abril de 2026

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