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PF desmantela fraude em escalas do Samu no Amapá; servidores recebiam sem trabalhar

Operação Escala Paralela investiga desvio de recursos públicos no serviço de urgência em Macapá, com uso de escalas fraudulentas e pagamentos indevidos.

PF desmantela fraude em escalas do Samu no Amapá; servidores recebiam sem trabalhar

PF investiga fraude em escalas do Samu e desvio de recursos no Amapá

A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (16), a Operação Escala Paralela, que apura um esquema de fraude em escalas de plantão do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) no Amapá. Nove mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Macapá. A investigação visa desmantelar uma rede criminosa suspeita de desviar recursos públicos por meio da elaboração de escalas fraudulentas, beneficiando servidores que recebiam pagamentos indevidos sem a devida prestação de serviços.

Como funcionava o esquema de "Escala Fake"

Conforme apurado pela Polícia Federal, o esquema se baseava na criação de duas escalas de plantão distintas para o Samu Estadual. Uma delas era a oficial, que registrava os profissionais de fato em serviço. A segunda, adulterada, era utilizada para justificar o recebimento de valores por parte de servidores que, na realidade, não cumpriam suas jornadas.

As investigações indicam que o golpe envolvia desde a inclusão de profissionais em plantões sem que eles estivessem presentes ou sequer tivessem atuado, até casos de servidores que recebiam salários mesmo estando fora do estado de Macapá. Documentos físicos e o uso de grupos de mensagens informais foram identificados como métodos utilizados para driblar os sistemas oficiais de controle e fiscalização da prefeitura e do estado.

Quem estava envolvido na fraude

A Operação Escala Paralela aponta o envolvimento de diversos níveis hierárquicos dentro do Samu. Entre os suspeitos de participação no esquema estão integrantes da direção do Samu, médicos, coordenadores e gestores, membros da coordenação de enfermagem, chefia de frota e os próprios servidores que foram beneficiados diretamente com os pagamentos indevidos. Leia também: Maria Bethânia Completa 80 Anos: A Trajetória de 63 Anos nos Palcos e Álbuns Essenciais

Os investigados poderão responder pelos crimes de associação criminosa, peculato– que se refere ao desvio de dinheiro público por funcionário público– e inserção de dados falsos em sistema de informações. A Secretaria de Saúde do Amapá (Sesa) confirmou que os servidores citados nas investigações já haviam sido afastados de suas funções de gestão.

Secretaria de Saúde se pronuncia e anuncia medidas

Em nota, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) informou que está colaborando integralmente com os órgãos de investigação, disponibilizando todas as informações e documentos necessários para o esclarecimento dos fatos. A pasta ressaltou que a gestão atual já havia afastado os servidores investigados e instaurado procedimentos de auditoria interna para analisar a execução das escalas e outros processos administrativos.

A Sesa também destacou que já está em andamento a implantação de um sistema de escala online e de ponto eletrônico para os plantões. Essas medidas visam ampliar a transparência, o monitoramento das jornadas de trabalho e a rastreabilidade, fortalecendo os mecanismos de controle e prevenção de irregularidades. A Secretaria reafirmou seu compromisso com a integridade da gestão pública e a correta aplicação dos recursos, afirmando não compactuar com práticas que contrariem os princípios da administração pública. Mais de noticia

O que se sabe até agora

  • A Polícia Federal investiga um esquema de fraude em escalas de plantão do Samu no Amapá.
  • A Operação Escala Paralela cumpriu nove mandados de busca e apreensão em Macapá.
  • O esquema envolvia a criação de duas escalas: uma oficial e outra adulterada para justificar pagamentos indevidos.
  • Servidores recebiam sem trabalhar, inclusive fora do estado.
  • A investigação aponta envolvimento de diretores, médicos, coordenadores, gestores e outros servidores.
  • Os envolvidos podem responder por associação criminosa, peculato e inserção de dados falsos.

Perguntas frequentes

O que é a Operação Escala Paralela?

É uma operação da Polícia Federal que investiga um esquema de fraude em escalas de plantão do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) no Amapá, visando o desvio de recursos públicos.

Quais crimes estão sendo investigados?

Os investigados podem responder por associação criminosa, peculato e inserção de dados falsos em sistema de informações. Leia também: Instrutores Presos : Depoimentos Revelam Falha Fatal

Quais medidas a Secretaria de Saúde do Amapá está tomando?

A Sesa está colaborando com as investigações, já afastou os servidores envolvidos e está implementando sistemas de escala online e ponto eletrônico para aumentar a transparência.

A descoberta deste esquema de fraude no Samu do Amapá expõe a necessidade contínua de fiscalização e modernização dos sistemas de gestão pública. O desvio de recursos que deveriam ser destinados à saúde compromete a qualidade dos serviços oferecidos à população e mina a confiança nas instituições. As ações da Polícia Federal e as medidas anunciadas pela Secretaria de Saúde representam um passo importante para garantir a lisura e a eficiência na aplicação do dinheiro público.

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