Irã acusa EUA de recuo em acordo e ameaça não assinar, diz emissora
Ler matéria →Contratos futuros de petróleo abriram a noite deste domingo (24) em forte queda. Os futuros das Bolsas americanas operam em alta. O mercado reage a notícias que mostram Estados Unidos e Irã próximos de um acordo de paz.
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Às 19h27, o futuro do petróleo WTI recuava 4,71%, enquanto o Brent caía 1,95%, cotado a US$ 98,36.
No mercado acionário o Nasdaq 100 avançava 0,72%, para 29.772 pontos, o Dow Jones subia 0,45%, para 50.892 pontos e o S&P 500 ganhava 0,51%, aos 7.529 pontos. Leia também: Janela de IPOs também atrai pesadelos
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Neste domingo, o jornal The New York Times, noticiou que Estados Unidos e Irã chegaram a um acordo de princípio para encerrar a guerra no Oriente Médio, com a reabertura do Estreito de Ormuz e um compromisso iraniano de descartar seu estoque de urânio altamente enriquecido, citando um funcionário sênior do governo americano.
Segundo a publicação, o acordo ainda dependia de aprovação final do presidente Donald Trump e do líder supremo do Irã, em um processo que pode levar dias, de acordo com o mesmo funcionário.
No sábado, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que o acordo já estava “em grande parte negociado”. Mais de economia
No entanto, autoridades iranianas sinalizaram uma mudança de tom nas negociações com os Estados Unidos, menos de 24 horas após a declaração de Trump.
De acordo com o correspondente Ali Hashem, uma fonte iraniana indicou que há sinais de recuo americano em dois pontos centrais das negociações: o mecanismo para descongelar ativos iranianos e o escopo do cessar-fogo no Líbano. Diante disso, Teerã teria comunicado aos mediadores que não assinará o acordo nos termos atuais. Leia também: Premiê da Polônia minimiza tensões com Zelenski e chama conflito de “erro”
Ainda neste domingo, o diretor do Conselho Econômico Nacional da Casa Branca, Kevin Hassett, afirmou que um acordo entre Estados Unidos e Irã pode reabrir o Estreito de Ormuz, passagem por onde circula parcela relevante do petróleo mundial, e provocar queda nos preços de energia suficiente para aliviar a inflação e abrir caminho para o Federal Reserve (Fed) reduzir os juros.
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Leonardo Guimarães
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