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A prévia operacional do primeiro trimestre reforçou a leitura de um trimestre forte para a Petrobras (PETR4; PETR3), que apresenta resultados na próxima segunda-feira (11), com o mercado projetando EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) entre US$ 11,5 bilhões e US$ 13,3 bilhões, impulsionado pelo petróleo mais caro e pelo crescimento da produção.
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Apesar das diferenças entre as estimativas, há convergência na expectativa de distribuição de cerca de US$ 2,4 bilhões em dividendos, com geração de caixa sólida sustentada por menor nível de investimentos e efeitos cambiais positivos.
O Goldman Sachs projeta um EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) ajustado de US$ 11,5 bilhões e o anúncio de US$ 2,4 bilhões em dividendos ordinários, com base exclusivamente na política de remuneração ordinária aos acionistas da companhia. A estimativa do banco está 11% abaixo do consenso da Bloomberg para o trimestre.
O time da XP Investimentos estima um EBITDA de cerca de US$ 12,6 bilhões, impulsionado por Brent mais alto e maior produção. Para o lucro líquido, a corretora prevê US$ 6,4 bilhões, beneficiado por ganhos cambiais. Do ponto de vista de geração de caixa, projeta um fluxo de caixa de US$ 2,5 bilhões e espera que a Petrobras anuncie dividendos de US$ 2,4 bilhões (1,7% de retorno). Leia também: PMI industrial do Brasil sobe em abril ao maior nível em 14 meses, aponta S&P Global
Na avaliação do Itaú BBA, a Petrobras apresentou um sólido desempenho operacional no trimestre que, combinado com um aumento de 23% nos preços do petróleo em relação ao trimestre anterior, sustenta a estimativa de EBITDA de US$ 12,5 bilhões, crescimento de 14% em relação ao trimestre anterior. Isso, combinado com um investimento de capital estimado em US$ 4,1 bilhões no trimestre, deve resultar em dividendos ordinários de US$ 2,4 bilhões (rendimento de 2,0%).
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Em uma visão mais otimista, o Morgan Stanley projeta EBITDA consolidado de US$ 13,3 bilhões, com potencial de revisão para cima, refletindo os preços mais elevados do petróleo, especialmente com o pré-sal sendo negociado com prêmio no mercado internacional.
Na mesma linha, a estimativa do Morgan aponta para dividendos de R$ 0,97 por ação (US$ 0,37 por ADR), com rendimento de 1,8%. O fluxo de caixa livre (FCF) é projetado em US$ 1,95 bilhão após arrendamentos, cerca de quatro vezes superior ao observado no quarto trimestre de 2025, impulsionado principalmente pela redução dos investimentos, que haviam somado US$ 4,35 bilhões no período anterior. Mais de economia
A Monte Bravo, por sua vez, destaca que números não costumam trazer grandes surpresas, já que é possível acompanhar a evolução de produção do trimestre com as atualizações mensais da ANP sobre a produção nacional. A casa projeta um dividend yield entre 1,5% e 2%.
Produção da Petrobras
De forma geral, o JPMorgan avalia que a Petrobras apresentou crescimento sólido da produção em relação ao trimestre anterior. A produção do pré-sal avançou 3,5% na base trimestral, impulsionada pelo ramp-up das plataformas P-78 e Alexandre de Gusmão, além da manutenção de forte desempenho operacional nos campos do pré-sal.
No segmento de downstream, as vendas vieram, de modo geral, em linha com o esperado e levemente abaixo do 4T25, refletindo fatores sazonais típicos do início do ano. As vendas de combustíveis somaram 1,745 milhão de barris por dia, essencialmente em linha com as projeções do JPMorgan. Leia também: Irã adverte EUA e eleva tom após plano de escolta de navios presos no Estreito
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Olhando à frente, o JPMorgan projeta continuidade no crescimento da produção, à medida que a companhia avança no ramp-up de plataformas recém-iniciadas.
Recomendação de compra
O Goldman Sachs mantém recomendação de compra, com preço-alvo de R$ 53,20 por ação ordinária e R$ 49,70 por PN, sustentada pelo que considera um retorno atrativo (dividend yield projetado de 16% para 2026 e 13% para 2027, assumindo preços médios do petróleo de US$ 87 e US$ 75 por barril, respectivamente), combinado a um forte crescimento da produção. O banco também aponta a opcionalidade das próximas eleições presidenciais no Brasil como um possível catalisador para o papel.
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Já a Monte Bravo mantém recomendação neutra para Petrobras, apesar de ter elevado o preço-alvo para R$ 48,50.
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