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Laura Intrieri
Arthur Guimarães de Oliveira
São Paulo
Pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (10) mostra que o presidente Lula (PT) ampliou a vantagem sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para oito pontos em simulação de segundo turno e venceria a eleição por 45% a 37%.
Brancos, nulos e declarações de que não vão votar somam 14%, e indecisos, 4%.
Leia no AINotícia: Eleições 2026: Lula e Flávio Bolsonaro empatam em SP, aponta Datafolha
A vantagem do petista, que era de seis pontos em junho, oscilou dentro da margem de erro. No mês passado, Lula tinha 44% contra 38% de Flávio. Na sondagem realizada em maio, o atual presidente aparecia com 42%, enquanto o congressista do PL tinha 41%, situação que configurava um empate dentro da margem de erro.
A Quaest ouviu 2.004 eleitores de 16 anos ou mais por meio de entrevistas pessoais, domiciliares e presenciais feitas de 10 a 13 de julho. O nível de confiança das estimativas é de 95%, e a margem de erro máxima prevista é de cerca de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos. A pesquisa está registrada sob o código BR-07181/2026.
A rejeição de Lula apresenta tendência de queda e atualmente é de 50%, enquanto a de Flávio, em viés de alta, é de 57%. Leia também: Agro encomenda pesquisa para testar Tereza Cristina à Presidência
O senador do PL tem o maior índice de eleitores que dizem que não votariam nele, seguido do petista. Entre os demais, os índices são de 34% para Ronaldo Caiado (PSD), 31% para Romeu Zema (Novo), 27% para Cabo Daciolo (Mobiliza), 18% para Joaquim Barbosa (DC), 17% para Renan Santos (Missão) e 16% para Augusto Cury (Avante). Os outros candidatos têm rejeição entre 8% e 11%.
O resultado é aferido após a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) publicar um vídeo em que afirmou que Flávio a desrespeitou, maltratou e deixou subentendido que não queria o apoio dela, tornando público um acirramento do conflito entre os bolsonaristas.
O episódio levou o senador a ler uma carta na qual Jair Bolsonaro reafirma seu apoio ao filho na eleição presidencial deste ano. O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes proibiu então visitas de Flávio a Jair com a justificativa de descumprimento da medida cautelar que impede o ex-presidente de usar redes sociais, diretamente ou por terceiro.
Questionados sobre o assunto, 49% disseram ter ficado sabendo dos vídeos de Michelle com críticas a Flávio e às alianças políticas do partido, enquanto 51% responderam o oposto. Para 45%, Michelle acertou ao divulgar o vídeo nas redes sociais. Consideram que a ex-primeira errou 38%.
A participação direta de Michelle na campanha de Flávio aumenta as chances de vitória dele na opinião de 38%, ao passo que 47% consideram que não aumenta. Mais de politica
Entre os eleitores da direita não bolsonarista, grupo para o qual a margem de erro é de cinco pontos percentuais, 53% consideram que a participação direta da Michelle aumentaria as chances de Flávio, ante 40% que dizem que não.
No segmento bolsonarista, 45% dizem que as chances aumentam, contra 41% que respondem o contrário. Para esse recorte, a margem de erro é de seis pontos.
A tendência de 42% é concordar com mais com Michelle. Outros 18% dizem estar mais alinhados ao filho do ex-presidente. Concordam com ambos em parte 3%, e 22% não estão do lado de nenhum dos dois. Não souberam opinar ou não responderam 15%. Leia também: Lula nomeia Rubio como adversário e consagra estratégia eleitoral contra Flávio
Banco Master
No que tange às investigações da Polícia Federal envolvendo Jaques Wagner e o Banco Master, 31% afirmaram saber e estar bem informados, 15% responderam ter conhecimento, mas não estar bem informados, e 54% disseram não saber.
Para 37%, a apuração sobre o petista impacta muito negativamente a campanha de Lula, e 25% acreditam que ela afeta de forma negativa, mas pouco. Avaliam que ela não impacta negativamente 22%. Não responderam ou não souberam responder 16%.
Na avaliação de 61% dos entrevistados, Wagner agiu de forma errada. Outros 11% consideram que não houve nada de errado. O padrão é o mesmo até entre os eleitores lulistas. Desses, 61% acreditam que o senador agiu de modo errado, enquanto 16% não veem problema. Para este perfil, a margem é de cinco pontos.
Primeiro turno
Indecisos são 11%, enquanto 8% dizem que votariam em branco, anulariam ou não compareceriam.
Na pergunta espontânea, Lula mantém a dianteira com 26% das intenções, contra 14% de Flávio e 1% de lembrança do nome do pai, Jair. Somados, outros aparecem com 5%. Indecisos são 54%.
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