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Pesquisas indicam incertezas para PT e PL e vantagem de aliados de Flávio em maiores palanques

João Pedro Abdo São Paulo O senador Flávio Bolsonaro ( PL -RJ) tem 42% das intenções de voto em simulação de disputa em segundo turno contra o presidente Lula (PT), que

Pesquisas indicam incertezas para PT e PL e vantagem de aliados de Flávio em maiores palanques
João Pedro Abdo
São Paulo

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) tem 42% das intenções de voto em simulação de disputa em segundo turno contra o presidente Lula (PT), que registra 40%. Os dados são da pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (15).

Ambos marcavam 41% no levantamento anterior feito pelo instituto e seguem numericamente empatados dentro da margem de erro, que é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

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Urnas são montadas para as eleições - Gabriela Biló - 1º.out.22/Folhapress

Na simulação de primeiro turno, Lula lidera com 37% e Flávio marca 32%. Eles são seguidos por Ronaldo Caiado (6%), Romeu Zema (3%), Augusto Cury (2%), Renan Santos (2%), Cabo Daciolo (1%), Samara Martins (1%) e Aldo Rebelo (DC), que não pontuou. Nesse cenário, 5% dos eleitores se dizem indecisos, e 11% afirmam que votariam em branco, nulo ou não compareceriam.

Não há comparativo para esses dados, tendo em vista que Cury, Daciolo e Samara não apareciam nas projeções. A maioria dos ouvidos (57%) afirma que a escolha do voto é definitiva, enquanto 43% dizem que ainda podem mudar de candidato.

O levantamento ouviu 2.004 pessoas de 16 anos ou mais de 9 a 13 de abril. A pesquisa está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o código BR-09285/2026. Leia também: Governo lança dia 12 plano contra o crime organizado e convida governadores

Cenários de segundo turno em que Lula disputa com outros candidatos também foram testados. O atual presidente fica à frente em todos eles. Ele vai a 43% contra o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), que marca 36%.

Contra Caiado, que tem 35% em um segundo turno, Lula se mantém em 43%. O ex-governador de Goiás, na sondagem anterior, marcava 32%.

Testado pela primeira vez, Augusto Cury (Avante) teria 25% dos votos válidos se disputasse hoje um segundo turno com o atual presidente, que chegaria a 44%. Não há dados comparativos para esse cenário, pois Cury não aparecia nas outras pesquisas.

A maior diferença nas possíveis disputas de segundo turno simuladas é entre Lula (44%) e o candidato do Missão, Renan Santos (27%). Com a variação negativa de 3 pontos para Santos em relação à pesquisa de março, o petista está 17 pontos percentuais à frente. Mais de politica

A rejeição entre os principais candidatos também foi avaliada. Lula lidera com 55% de eleitores dizendo que o conhecem, mas não votariam nele. Na sequência vem Flávio, com 52%. O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro variou 3 pontos. Ele marcava 55% de rejeição em março.

Ronaldo Caiado (32%), Romeu Zema (31%), Cabo Daciolo (26%), Aldo Rebelo (21%), Renan Santos (19%), Augusto Cury (14%) e Samara Martins (8%) completam o ranking de rejeição dos candidatos testados.

A diferença entre Lula e Flávio nos votos dos eleitores independentes aumentou. O candidato do PL tem 33% nesse grupo, e Lula, 26%. A margem de erro específica para esse segmento de eleitores é de três pontos percentuais. Leia também: Combate ao sistema é truque para enganar eleitor

Avaliação do governo

A aprovação do governo Lula também variou dentro da margem de erro. A maioria dos ouvidos (52%) desaprova a gestão, enquanto outros 43% a aprovam. O número de pessoas que não souberam responder manteve-se em 5%.

As variações seguem a tendência de aumento na desaprovação observada a partir de dezembro de 2025, quando o governo era desaprovado por 49% e aprovado por 48%. Dados sobre as percepções de piora na economia (50%) e de aumento nos preços dos alimentos em mercados (que saltou de 59%, em março, para 72%, em abril) também corroboram o cenário.

A gestão Lula também é avaliada negativamente por 42% dos eleitores, ante 45%, em março. Aqueles que acham o desempenho positivo ou regular marcam, respectivamente, 31% e 26%. Na última pesquisa, a avaliação positiva estava no mesmo percentual, e a regular, um ponto a mais (27%).

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