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Uma nova pesquisa divulgada nesta quarta-feira (10) revela um cenário polarizado na opinião pública brasileira em relação às recentes ameaças de tarifas impostas pelos Estados Unidos ao Brasil. Segundo o levantamento da Quaest, 47% dos entrevistados concordam com a versão do presidente Lula (PT), que acusa o senador Flávio Bolsonaro (PL) de ter solicitado a medida ao governo americano. Em contrapartida, 35% dos participantes alinham-se à justificativa de Flávio Bolsonaro, que afirma ter pedido ao presidente dos EUA, Donald Trump, para não impor novas tarifas ao país. O índice de indecisos ou que não quiseram se manifestar alcançou 18%.
Impacto das Tarifas na Vida dos Brasileiros e Percepção sobre Encontros com Trump
A ameaça de tarifas de 25% sobre mercadorias brasileiras, proposta pelos Estados Unidos após uma investigação sobre práticas comerciais, também gera preocupação entre os cidadãos. De acordo com a pesquisa, 55% dos entrevistados acreditam que as novas taxas, caso implementadas, podem afetar diretamente suas vidas ou de seus familiares. Apenas 37% consideram que as tarifas não terão impacto significativo em seu cotidiano, enquanto 8% não souberam ou preferiram não opinar.
O levantamento também investigou o conhecimento do público sobre a aproximação entre figuras políticas brasileiras e o presidente americano. Metade dos entrevistados (50%) demonstrou ter ciência do encontro entre Flávio Bolsonaro e Donald Trump, ocorrido no final de maio. Os outros 50% declararam desconhecer a reunião.
Classificação de Facções como Terroristas: Divisão e Potencial Influência
Outro ponto abordado pela pesquisa Quaest refere-se à decisão do governo Trump de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho como organizações terroristas. Na opinião de 60% dos entrevistados, essas facções deveriam ser consideradas terroristas também pelo governo brasileiro, percentual que contrasta com os 29% que discordam. Cerca de 11% não souberam ou preferiram não responder. Leia também: A pesquisa eleitoral suspensa por Nunes Marques a pedido de Flávio
No que diz respeito à classificação feita pelos Estados Unidos, a opinião pública encontra-se dividida: 45% concordam com a medida, e outros 45% discordam, com 10% de abstenção. A pesquisa buscou ainda aferir a percepção de influência de Flávio Bolsonaro nesse processo. Um total de 47% dos entrevistados acredita que o parlamentar teve papel na decisão americana de classificar as facções como terroristas. Por outro lado, 37% avaliam que ele não teve participação, e 16% não souberam ou preferiram não responder.
Contexto da Decisão Americana e Implicações Internacionais
A classificação de facções brasileiras como organizações terroristas pelo governo dos Estados Unidos foi divulgada no fim de maio e entrou em vigor em junho. O anúncio ocorreu logo após um encontro entre Flávio Bolsonaro e o secretário de Estado dos EUA. Especialistas em segurança pública apontam que essa medida pode representar um risco à soberania nacional, enquanto defensores da ação argumentam que ela pode fortalecer a cooperação internacional no combate ao crime organizado.
O que se sabe até agora
- Pesquisa Quaest indica que 47% concordam com Lula sobre Flávio Bolsonaro ter pedido tarifas dos EUA ao Brasil.
- 35% apoiam a versão de Flávio Bolsonaro, de que pediu para Trump não impor tarifas.
- 55% dos brasileiros temem que as tarifas impostas pelos EUA afetem suas vidas.
- 60% dos entrevistados concordam que PCC e CV deveriam ser consideradas organizações terroristas pelo Brasil.
- 47% acreditam que Flávio Bolsonaro influenciou a decisão dos EUA de classificar facções como terroristas.
Perguntas frequentes
Qual a porcentagem que concorda com Lula sobre o tarifaço?
Segundo a pesquisa Quaest, 47% dos entrevistados concordam com o presidente Lula na acusação de que Flávio Bolsonaro pediu o tarifaço dos Estados Unidos contra o Brasil. Mais de politica
Os brasileiros temem o impacto das tarifas americanas?
Sim, 55% dos entrevistados acreditam que as tarifas impostas pelos Estados Unidos ao Brasil podem afetar suas vidas ou as de seus familiares, caso sejam implementadas.
Flávio Bolsonaro influenciou a classificação de facções como terroristas?
47% dos entrevistados avaliam que Flávio Bolsonaro teve influência na decisão dos Estados Unidos de classificar PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas. Leia também: Lula abre vantagem sobre Flávio Bolsonaro em simulação de 2º turno
O levantamento, que ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre 5 e, com margem de erro de 2 pontos percentuais e nível de confiança de 95%, e está registrado no TSE sob o número BR-07661/2026, reflete um momento de incerteza econômica e política, com potenciais repercussões para o cenário eleitoral de 2026.
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