Genial/Quaest ganha destaque após novo desdobramento em pesquisa divulgada
Ler matéria →Uma nova pesquisa Quaest para a Presidência da República em 2026, encomendada pela Genial Investimentos e divulgada nesta quarta-feira (29) de julho, revela cenários de intenção de voto significativamente distintos entre os estados de São Paulo e Bahia. Enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o Presidente Lula (PT) se encontram em empate técnico no primeiro turno paulista, o atual chefe do Executivo mantém uma ampla liderança no Nordeste, sinalizando as complexidades regionais da disputa eleitoral.
Os dados, coletados entre os dias 23 e 27 de julho, oferecem um retrato inicial das preferências do eleitorado, mostrando a importância estratégica de cada região na construção de uma candidatura competitiva para o pleito presidencial. Para o eleitor, a compreensão dessas nuances regionais é fundamental para antecipar as dinâmicas da campanha.
Cenário Presidencial em São Paulo: Equilíbrio e Alta Rejeição
Em São Paulo, o levantamento da Quaest indica uma disputa acirrada para o primeiro turno. O senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece com 34% das intenções de voto, enquanto o Presidente Lula (PT) registra 30%. Considerando a margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos, os dois pré-candidatos estão tecnicamente empatados no estado.
Outros nomes também foram testados. Renan Santos (Missão), Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD) estão numericamente empatados, cada um com 3% das intenções de voto. O escritor Augusto Cury (Avante) obteve 2%, e Cabo Daciolo (Mobiliza) e Samara Martins (UP) pontuaram com 1% cada. Edmilson Costa (PCB) e Leonardo Avalanche (PRTB) não registraram percentuais acima de 0%.
O percentual de eleitores indecisos em São Paulo atingiu 10%, enquanto 13% afirmaram que votarão em branco, nulo ou não pretendem votar. Um dado relevante é que, embora 57% dos paulistas ouvidos digam que seu voto para presidente é definitivo, expressivos 42% ainda consideram a possibilidade de mudar suas escolhas até as eleições.
Os índices de rejeição também chamam a atenção. Lula (PT) apresenta 61% de rejeição em São Paulo, seguido por Flávio Bolsonaro (PL) com 55%. Cabo Daciolo (Mobiliza) tem 33%, Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) registram 30% cada. Renan Santos (Missão) aparece com 18%, Augusto Cury (Avante) com 17%, Samara Martins (UP) com 11%, Edilson Costa (PCB) com 10%, Leonardo Avalanche (PRTB) com 8% e Hertz Dias (PSTU) com 7%. Leia também: Genial/Quaest ganha destaque após novo desdobramento em pesquisa divulgada
Nas simulações de segundo turno em São Paulo, Flávio Bolsonaro (PL) venceria Lula (PT) por 40% a 35%. Lula, por sua vez, teria vantagem sobre outros adversários: 35% contra 33% de Zema (Novo), 35% contra 34% de Caiado (PSD), e 36% contra 30% de Renan Santos (Missão).
Liderança Consolidada de Lula na Bahia: Forte Apoio Regional
Na Bahia, o cenário é significativamente diferente, com o Presidente Lula (PT) desfrutando de uma ampla e consolidada vantagem. O petista alcança 52% das intenções de voto no primeiro turno, um patamar muito superior ao de Flávio Bolsonaro (PL), que registra 18% no estado.
Ronaldo Caiado (PSD) aparece com 3%, enquanto Renan Santos (Missão), Romeu Zema (Novo), Augusto Cury (Avante), Cabo Daciolo (Mobiliza) e Samara Martins (UP) pontuam com 1% cada. Hertz Dias (PSTU), Edmilson Costa (PCB) e Leonardo Avalanche (PRTB) não pontuaram na pesquisa baiana.
A taxa de indecisos na Bahia é de 13%, e 9% dos eleitores indicaram que votarão em branco, nulo ou não votarão. A margem de erro para o levantamento na Bahia é de três pontos percentuais, para mais ou para menos.
Em todos os cenários de segundo turno simulados para a Bahia, Lula (PT) mantém uma vantagem robusta. Contra Flávio Bolsonaro (PL), Lula teria 56% dos votos contra 23%. Frente a Ronaldo Caiado (PSD), Lula alcançaria 57% contra 16%. Contra Renan Santos (Missão), a vantagem seria de 57% a 13%. E diante de Romeu Zema (Novo), Lula venceria por 57% a 14%. Mais de politica
Metodologia e o Peso das Regiões
As pesquisas foram conduzidas pela Quaest para a Genial Investimentos, entre 23 e 27 de julho. Em São Paulo, foram ouvidos 1.650 eleitores de 16 anos ou mais, com nível de confiança de 95% e registro na Justiça Eleitoral sob o número SP-04846/2026. Na Bahia, 1.200 eleitores foram entrevistados, também com 95% de nível de confiança e registro BR-05856/2026 na Justiça Eleitoral.
A diferença marcante nos resultados entre São Paulo e Bahia sublinha como a disputa presidencial de 2026 será intrinsecamente ligada às particularidades regionais. A performance de candidatos em estados-chave, como o mais populoso São Paulo e o politicamente estratégico Bahia, será determinante para o panorama nacional. Leia também: Pesquisa Quaest Pernambuco: Raquel Lyra lidera com 43%, superando João Campos
O que se sabe até agora:
- Uma pesquisa Quaest encomendada pela Genial Investimentos foi divulgada em , com dados coletados entre 23 e 27 de julho.
- Em São Paulo, Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT) estão tecnicamente empatados no primeiro turno para a Presidência da República (34% e 30%, respectivamente).
- Na Bahia, Lula (PT) lidera com 52% das intenções de voto, contra 18% de Flávio Bolsonaro (PL).
- Candidatos como Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão) pontuam baixo no primeiro turno, mas aparecem em cenários de segundo turno.
- Ambos Flávio Bolsonaro e Lula apresentam altos índices de rejeição em São Paulo, com 55% e 61%, respectivamente.
- Uma parcela significativa do eleitorado paulista (42%) e baiano (13% indecisos) ainda pode mudar seu voto até as eleições de 2026.
Perguntas frequentes
Quem encomendou as pesquisas Quaest sobre a eleição presidencial de 2026?
Os levantamentos realizados pela Quaest em São Paulo e Bahia foram encomendados pela Genial Investimentos, com o objetivo de mapear as intenções de voto para a Presidência da República.
Qual a margem de erro dos estudos em São Paulo e Bahia?
A margem de erro da pesquisa em São Paulo é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, enquanto na Bahia é de três pontos percentuais, ambos os levantamentos com nível de confiança de 95%.
Os resultados apresentados são definitivos para as eleições de 2026?
Não, os resultados refletem o cenário no período de coleta de dados (23 a 27 de julho de 2026). Uma parte significativa dos eleitores, especialmente em São Paulo, indicou que ainda pode mudar seu voto, o que significa que o quadro eleitoral pode evoluir até o pleito.
Por que os desempenhos dos candidatos diferem tanto entre os estados de São Paulo e Bahia?
As variações nos resultados refletem as distintas realidades socioculturais e políticas de cada estado. Enquanto São Paulo, o maior colégio eleitoral do país, tem um perfil mais plural e historicamente polarizado, a Bahia tende a ter bases eleitorais mais consolidadas para determinadas candidaturas, influenciadas por fatores como identificação regional e histórico político.
A discrepância nos números entre São Paulo e Bahia ressalta a importância da estratégia regional para os pré-candidatos. O desempenho em cada estado pode influenciar a narrativa nacional e as alianças políticas. Com uma porção considerável do eleitorado ainda aberta a mudanças, a corrida presidencial de 2026 promete ser dinâmica, exigindo dos candidatos uma capacidade de adaptação às diversas realidades do país para conquistar o voto.






