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Pernambuco retoma monitoramento de tubarões com microchips após 11 anos

Projeto da UFRPE, com investimento de R$ 1,052 milhão, visa entender comportamento dos animais e prevenir ataques no litoral do Grande Recife.

Projeto retoma rastreamento de tubarões após ataques no Recife

Após um hiato de 11 anos, o monitoramento de tubarões com microchips será reativado no litoral pernambucano. A iniciativa, liderada por pesquisadores do Departamento de Pesca da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), surge em resposta a dois ataques recentes no Grande Recife, que deixaram uma criança de 11 anos e uma jovem de 19 em estado grave (segundo o G1). O termo de outorga para o início dos trabalhos foi assinado na segunda-feira, 1º de junho de 2026, com as expedições de monitoramento previstas para começarem em julho.

Investimento e escopo da pesquisa

O projeto prevê o rastreamento de 60 tubarões com microchips, com um investimento total de R$ 1,052 milhão para dois anos de pesquisa. Este valor é significativamente menor que o investido na década passada, que girava em torno de R$ 1 milhão por ano (de acordo com o G1). O objetivo principal é mapear a rota e o comportamento dos animais marinhos para subsidiar a criação de políticas públicas mais eficazes de prevenção de ataques. Serão instalados 15 receptores em locais com alto histórico de incidentes, como as praias de Boa Viagem (Recife) e Piedade (Jaboatão dos Guararapes). Leia também: Timemania acumula R$ 34 milhões; Dia de Sorte tem ganhador de mais de R$ 1,2 milhão

Entendendo o comportamento dos predadores

Paulo Oliveira, coordenador do projeto Ecotuba, ressalta a importância da retomada do monitoramento, destacando a lacuna de mais de uma década sem estudos aprofundados sobre a fauna marinha local. A pesquisa busca responder questões cruciais, como a aproximação de espécies como o tubarão-cabeça-chata da costa durante o inverno e a permanência de tubarões-tigre na região. Essas informações são fundamentais para orientar a população sobre o uso mais seguro das praias.

Procedimento de microchipagem

O processo de microchipagem será conduzido pela bióloga Maria Cecília Porto. Os microchips, descritos como menores que um batom, serão implantados nos tubarões, que também receberão uma marca plástica em formato de antena para facilitar a identificação. Segundo a pesquisadora, o procedimento é rápido, levando cerca de cinco minutos, e minimamente invasivo, com os animais retornando à água e nadando normalmente após a intervenção (de acordo com o G1). O monitoramento poderá fornecer dados detalhados sobre os hábitos dos tubarões. Mais de noticia

O que se sabe até agora

  • O monitoramento de tubarões com microchips será retomado em Pernambuco após 11 anos.
  • A iniciativa visa entender o comportamento dos animais para prevenir ataques.
  • O projeto será conduzido pela UFRPE, com investimento de R$ 1,052 milhão para dois anos.
  • Serão rastreados 60 tubarões em áreas críticas de ataques, como Boa Viagem e Piedade.
  • A retomada ocorre após dois ataques recentes no Grande Recife.
  • Os animais receberão microchips e uma marca plástica para identificação.

A reintrodução deste projeto de monitoramento é um passo crucial para a segurança pública e a compreensão da dinâmica ecológica do litoral pernambucano. A colaboração entre cientistas e órgãos públicos é essencial para transformar dados de pesquisa em ações concretas de proteção à vida marinha e aos banhistas. Leia também: Irã anuncia funeral de 3 dias para Líder Supremo Ali Khamenei

Este conteúdo é informativo. Não é recomendação de investimento. Consulte assessor certificado (CVM).

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