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Periodontite silenciosa ganha destaque após novo desdobramento em periodontite

Periodontite silenciosa: por que a doença está chegando mais cedo?

Periodontite silenciosa ganha destaque após novo desdobramento em periodontite

Periodontite silenciosa: por que a doença está chegando mais cedo? Doença historicamente ligada à terceira idade avança entre adolescentes e adultos jovens, impulsionada por mudanças no comportamento e no estilo de vida Tradicionalmente associada à população idosa, a periodontite passa por um grande crescimento de casos em pessoas mais jovens, muito associada a alguns fatores comportamentais e estilos de vida da população, que passaram por mudanças ao longo dos anos.

Periodontite é o que chamamos de doença multifatorial. Ela começa com o desafio microbiano: a placa bacteriana (ou biofilme) que se acumula sobre os dentes. Mas o dano real não vem apenas da bactéria, mas da forma como o corpo reage a ela.

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O organismo dispara uma resposta imuno-inflamatória que acaba alterando o metabolismo dos tecidos de suporte, inflamando a gengiva e “reabsorvendo” o osso que segura os dentes. Se antes a periodontite era vista como um problema exclusivo da terceira idade, hoje os consultórios revelam uma realidade diferente. Má higienização, estresse, má alimentação, tabagismo, além da adaptação de aparelhos ortodônticos e realização de procedimentos feitos por profissionais não capacitados, estão antecipando o relógio de uma doença que, se não controlada, leva à perda irreversível dos dentes.

+ Doença silenciosa O maior desafio no combate a essa condição é o fato de ela ser silenciosa. Leia também: Peptídeos em cosméticos ganha destaque após novo desdobramento em peptídeos

Na grande maioria dos casos, a inflamação é crônica e não causa dor. Sem o sinal de alerta do desconforto, o paciente não se queixa e a doença evolui lentamente, destruindo as estruturas de sustentação sem que o jovem perceba que está em risco. Dados do levantamento SB Brasil (2023) confirmam que o problema começa cedo: o sangramento gengival, o primeiro estágio da inflamação, já atinge quase 28% dos adolescentes de 12 anos.

Quando olhamos para a faixa dos 15 a 19 anos, o cenário se agrava: cerca de 35% já apresentam cálculo dentário (tártaro) e 30% sofrem com sangramento devido à sondagem. Embora as bolsas periodontais profundas ainda sejam raras nessa idade (0,5%), a base para o problema futuro está sendo pavimentada precocemente.

O alerta além da boca Vale destacar que o impacto dessa condição não fica restrito ao sorriso. O que acontece na gengiva pode afetar o corpo como um todo, uma vez que as bactérias e mediadores inflamatórios da periodontite podem cair na corrente sanguínea. Pesquisas recentes relacionam a doença periodontal com complicações sistêmicas graves, como a dificuldade no controle da glicemia em pacientes com diabetes, o aumento do risco de doenças cardiovasculares e até intercorrências na gestação, como o nascimento de bebês com baixo peso e partos prematuros.

Não é só culpa dos jovens É claro que a placa bacteriana acumulada por falta de colaboração justifica o avanço da periodontite. Mas devemos considerar que o paciente não fica doente por vontade própria. Mais de saude

A baixa cobertura de ações preventivas, como escovação supervisionada, impacta diretamente a progressão de doenças periodontais. A falta de oportunidade de consultas odontológicas reduz a detecção precoce de gengivite e periodontite com possibilidade de atitudes profiláticas ou tratamento dessas doenças. Doenças periodontais como gengivite já são detectadas a partir de 3 anos de idade, tendo importante avanço na adolescência.

Além disso, várias alterações genéticas e hormonais, tanto na adolescência quanto na gestação, podem contribuir para a instalação da doença. Diagnóstico facilitado O diagnóstico das principais doenças periodontais é rápido, seguro e econômico. Leia também: confederação brasileira de futebol

O exame clínico feito pelo cirurgião-dentista é soberano. Com auxílio de espelhos clínicos e instrumentos chamados de sondas periodontais, o dentista percebe sangramento, retrações da gengiva, mobilidade dentária e perda óssea. Tais características permitem determinar o estágio da doença e o risco de evolução.

Periodontite tem cura? É fundamental entender que, tecnicamente, a periodontite não tem “cura” no sentido de reverter o osso perdido, mas tem controle, e a prevenção ainda é a melhor arma. Bons hábitos de higiene oral adquiridos na infância, o uso rigoroso do fio dental e o treinamento adequado para a remoção do biofilme são essenciais.

Informação é saúde: um jovem bem-informado é um paciente que não deixa sua qualidade de vida ser levada silenciosamente por uma doença evitável. *Ricardo Schmitutz Jahn é Presidente da Câmara Técnica de Periodontia do Conselho Regional de Odontologia de São Paulo (CROSP)

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