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Pequeno telescópio pode revelar química oculta da Lua

Pesquisadores da Tokyo Metropolitan University apresentaram resultados de simulações que indicam que um novo telescópio compacto de raios X pode permitir a criação do

Pequeno telescópio pode revelar química oculta da Lua

Pesquisadores da Tokyo Metropolitan University apresentaram resultados de simulações que indicam que um novo telescópio compacto de raios X pode permitir a criação do primeiro mapa químico completo da superfície lunar. O estudo sugere que a tecnologia poderá ajudar cientistas a compreender melhor como a Lua se formou e evoluiu ao longo de sua história geológica.

A proposta busca solucionar uma limitação que acompanha a exploração lunar há décadas. Embora missões anteriores tenham produzido mapas parciais da composição da Lua, ainda não existe um levantamento global completo dos elementos presentes em toda a superfície do satélite natural da Terra. Os resultados foram publicados no periódico Earth, Planets and Space.

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Como o telescópio funcionaria?

Como não é possível coletar amostras de todas as regiões da Lua, os pesquisadores dependem de técnicas de sensoriamento remoto para estudar sua composição. Uma dessas abordagens é a imagem por fluorescência de raios X, que permite identificar elementos químicos a partir dos raios X emitidos quando a superfície lunar é atingida pela radiação solar.

O equipamento proposto pela equipe liderada por Airi Toida e pelo professor Yuichiro Ezoe foi projetado para operar a bordo de um satélite em órbita lunar. A ideia é aproveitar períodos de fortes erupções solares, quando a incidência de raios X do Sol aumenta, para realizar observações em larga escala da superfície. Leia também: 5 ofertas imperdíveis de TVs OLED e QLED para renovar sua sala

Segundo os pesquisadores, telescópios de raios X convencionais costumam ser grandes e pesados para esse tipo de missão. O novo modelo, por outro lado, pesa menos de 10 quilogramas e foi originalmente desenvolvido para estudos da magnetosfera terrestre.

Além do tamanho reduzido, o detector já foi submetido a testes em condições de radiação mais severas do que aquelas esperadas em órbita da Lua, o que pode favorecer operações de longa duração.

Simulações indicam mapeamento em até dois anos

Para avaliar a viabilidade da proposta, a equipe incorporou as especificações do telescópio a uma simulação numérica que reproduz uma missão orbital lunar.

Os resultados apontam que, considerando cerca de 300 erupções solares por ano e um único telescópio embarcado em um satélite, seria possível mapear toda a superfície lunar em aproximadamente dois anos. Nesse cenário, os pesquisadores conseguiriam identificar cinco elementos considerados importantes: oxigênio, ferro, magnésio, alumínio e silício, utilizando uma grade de 70 por 70 quilômetros. Mais de tecnologia

Os cientistas também analisaram uma configuração mais robusta, composta por uma matriz de cinco por cinco telescópios, totalizando 25 instrumentos. Nesse caso, o tempo necessário para completar o levantamento cairia para um ano.

Caso a missão operasse durante dois anos com essa configuração ampliada, seria possível incluir também o sódio no mapeamento e aumentar a resolução para uma grade de 30 por 30 quilômetros. Leia também: Fim das escalas? Este avião pode voar por até 22 horas seguidas

Ferramenta para entender a história da Lua

De acordo com os autores, qualquer uma das propostas permitiria produzir o primeiro mapa global completo da abundância de elementos na Lua.

Um levantamento desse tipo forneceria uma nova ferramenta para pesquisas sobre a geologia lunar, ajudando cientistas a reconstruir processos relacionados à formação, às transformações e à evolução do satélite ao longo do tempo.

Ana Luiza Figueiredo
Ana Luiza Figueiredo

Ana Figueiredo é repórter de tecnologia do Olhar Digital. É formada em jornalismo pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU).

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Tags: Lua Telescópio

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