5 ofertas de Smartphones Motorola que valem a pena conferir agora
Ler matéria →Pesquisadores da Tokyo Metropolitan University apresentaram resultados de simulações que indicam que um novo telescópio compacto de raios X pode permitir a criação do primeiro mapa químico completo da superfície lunar. O estudo sugere que a tecnologia poderá ajudar cientistas a compreender melhor como a Lua se formou e evoluiu ao longo de sua história geológica.
A proposta busca solucionar uma limitação que acompanha a exploração lunar há décadas. Embora missões anteriores tenham produzido mapas parciais da composição da Lua, ainda não existe um levantamento global completo dos elementos presentes em toda a superfície do satélite natural da Terra. Os resultados foram publicados no periódico Earth, Planets and Space.
Leia no AINotícia: Tecnologia e Meio Ambiente: Panorama das Notícias da Semana
Como o telescópio funcionaria?
Como não é possível coletar amostras de todas as regiões da Lua, os pesquisadores dependem de técnicas de sensoriamento remoto para estudar sua composição. Uma dessas abordagens é a imagem por fluorescência de raios X, que permite identificar elementos químicos a partir dos raios X emitidos quando a superfície lunar é atingida pela radiação solar.
O equipamento proposto pela equipe liderada por Airi Toida e pelo professor Yuichiro Ezoe foi projetado para operar a bordo de um satélite em órbita lunar. A ideia é aproveitar períodos de fortes erupções solares, quando a incidência de raios X do Sol aumenta, para realizar observações em larga escala da superfície. Leia também: Resultado da Quina de hoje: veja números e ganhadores do concurso 7044 (sábado
Segundo os pesquisadores, telescópios de raios X convencionais costumam ser grandes e pesados para esse tipo de missão. O novo modelo, por outro lado, pesa menos de 10 quilogramas e foi originalmente desenvolvido para estudos da magnetosfera terrestre.
Além do tamanho reduzido, o detector já foi submetido a testes em condições de radiação mais severas do que aquelas esperadas em órbita da Lua, o que pode favorecer operações de longa duração.
Simulações indicam mapeamento em até dois anos
Para avaliar a viabilidade da proposta, a equipe incorporou as especificações do telescópio a uma simulação numérica que reproduz uma missão orbital lunar.
Os resultados apontam que, considerando cerca de 300 erupções solares por ano e um único telescópio embarcado em um satélite, seria possível mapear toda a superfície lunar em aproximadamente dois anos. Nesse cenário, os pesquisadores conseguiriam identificar cinco elementos considerados importantes: oxigênio, ferro, magnésio, alumínio e silício, utilizando uma grade de 70 por 70 quilômetros. Mais de tecnologia
Os cientistas também analisaram uma configuração mais robusta, composta por uma matriz de cinco por cinco telescópios, totalizando 25 instrumentos. Nesse caso, o tempo necessário para completar o levantamento cairia para um ano.
Caso a missão operasse durante dois anos com essa configuração ampliada, seria possível incluir também o sódio no mapeamento e aumentar a resolução para uma grade de 30 por 30 quilômetros. Leia também: Galaxy S25 Ultra (512 GB) está em promoção no Magalu com baixa de 58%
Ferramenta para entender a história da Lua
De acordo com os autores, qualquer uma das propostas permitiria produzir o primeiro mapa global completo da abundância de elementos na Lua.
Um levantamento desse tipo forneceria uma nova ferramenta para pesquisas sobre a geologia lunar, ajudando cientistas a reconstruir processos relacionados à formação, às transformações e à evolução do satélite ao longo do tempo.
Ana Luiza Figueiredo
Ana Figueiredo é repórter de tecnologia do Olhar Digital. É formada em jornalismo pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU).
Tags:
Lua
Telescópio
Notícias relacionadas
Ciência e Espaço
Telescópio Espacial Nancy Grace Roman ganha nova data de lançamento
Alessandro Di Lorenzo
Ciência e Espaço
Lua hoje: confira a fase da Lua neste sábado 06/06/2026
Lucas Soares
Ciência e Espaço
Terras raras: a corrida global pelo recurso que pode mudar o lugar do Brasil na indústria do futuro
Lucas Soares
Ciência e Espaço
X-59 da NASA supera a velocidade do som pela primeira vez
Ana Luiza Figueiredo
Leia também no AINotícia
- 5 ofertas de Smartphones Motorola que valem a pena conferir agoraTecnologia · 4h atrás
- Funcionários da SpaceX podem ganhar na loteria com IPO da empresaTecnologia · 4h atrás
- Ofertas 6.6 em Smartwatches: 5 Modelos com Até 60% OFFTecnologia · 4h atrás
- 5 ofertas de Smartphones Samsung que valem a pena conferir agoraTecnologia · 4h atrás


