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Ler matéria →A empreendedora Amanda Pitta interrompeu uma palestra na última segunda-feira (8) durante o Salão do Livro do Piauí (Salipi), em Teresina, para cobrar publicamente o pagamento da pensão alimentícia de sua filha do palestrante Igor Drey, acumulando, segundo ela, uma dívida de aproximadamente R$ 100 mil. O momento, gravado por espectadores e compartilhado nas redes sociais, revelou a saída do palco por parte do pesquisador e trouxe à tona um histórico de problemas com o cumprimento das obrigações financeiras.
Cobrança Pública Em Palco e a Reação do Palestrante
O episódio ocorreu enquanto Igor Drey se apresentava em um bate-papo literário. Conforme relato de Amanda Pitta, ao ver o ex-companheiro palestrando, sentiu-se consumida pela indignação, questionando como ele conseguia ocupar tais espaços enquanto ela própria enfrentava dificuldades, sem ter conseguido concluir sua formação acadêmica. A manifestação da empreendedora levou Igor Drey a se levantar e deixar o palco, sem se pronunciar publicamente sobre o ocorrido. Informações indicam que o palestrante, procurado, afirmou não poder se manifestar devido ao segredo de justiça que envolve o processo.
Histórico de Dívidas, Prisão e Alegação de Hipossuficiência
Amanda Pitta detalha um longo histórico de inadimplência. Segundo a empreendedora, Igor Drey chegou a dever cerca de R$ 80 mil em pensão alimentícia à filha do casal, o que resultou em sua prisão em 2024. Após negociações que se seguiram à detenção, o valor do débito teria se acumulado em mais R$ 20 mil. Amanda afirma que, desde sua liberação, nenhuma parcela foi paga. O pesquisador teria alegado hipossuficiência nos últimos meses, condição que, no contexto jurídico, significa a impossibilidade de arcar com as custas processuais sem prejuízo do próprio sustento. Leia também: Copa do Mundo marca estreia da TV 3.0 no Brasil com DTV+ e interatividade
A mãe da adolescente relata que, em um dado momento, Igor Drey matriculou a filha em uma escola particular, aparentemente para não depositar o valor da pensão diretamente para ela. Contudo, ele também teria parado de pagar as mensalidades da instituição de ensino. A dificuldade de comunicação entre os pais é outro obstáculo, com Amanda afirmando que o ex-companheiro a bloqueia nas redes sociais, inviabilizando qualquer tentativa de diálogo sobre a situação.
O Drama Familiar e o Impacto na Filha Adolescente
A batalha pela pensão alimentícia transcende a esfera financeira, impactando diretamente a vida da filha do casal, uma adolescente que, segundo Amanda Pitta, lida com depressão há aproximadamente três anos. A mãe ressalta a complexidade da situação, que não apenas afeta a estabilidade financeira e educacional da jovem, mas também adiciona uma camada de estresse emocional em um período crucial de desenvolvimento.
O que se sabe até agora:
- A empreendedora Amanda Pitta cobrou publicamente o palestrante Igor Drey durante o Salipi, em Teresina, por dívida de pensão alimentícia.
- O débito, segundo Amanda, já somou R$ 80 mil, levando à prisão de Drey em 2024, e acumulou mais R$ 20 mil após negociação.
- Igor Drey deixou o palco após a cobrança e, procurado, afirmou que não pode comentar devido ao processo tramitar em segredo de justiça.
- O palestrante teria alegado hipossuficiência para justificar a falta de pagamento.
- A filha adolescente do casal enfrenta depressão há cerca de três anos.
- Amanda Pitta afirma que é bloqueada nas redes sociais por Igor Drey, dificultando a comunicação.
Perguntas frequentes
O que é hipossuficiência e como ela afeta a pensão alimentícia?
Hipossuficiência, no contexto jurídico, refere-se à condição de uma pessoa que não possui recursos financeiros suficientes para arcar com as despesas de um processo judicial ou com outras obrigações, como a pensão alimentícia, sem comprometer o próprio sustento ou de sua família. Embora possa ser alegada para justificar dificuldades de pagamento, a hipossuficiência não exime automaticamente o devedor da obrigação. A decisão final sobre a revisão ou isenção da pensão cabe ao juiz, que analisará as provas apresentadas e o binômio necessidade/possibilidade.
Qual o procedimento legal para a cobrança de pensão alimentícia em atraso?
A cobrança de pensão alimentícia em atraso pode ser feita por meio de uma ação de execução de alimentos. O credor (geralmente o representante legal do menor) pode ingressar com o pedido na justiça, requerendo o cumprimento da obrigação. Dependendo do tempo de atraso e do valor devido, a lei prevê diferentes ritos, incluindo a possibilidade de prisão civil do devedor (para os três últimos meses de atraso e as parcelas que vencerem no curso do processo) ou o bloqueio de bens e valores em contas bancárias para quitar a dívida. Mais de noticia
É legal cobrar pensão alimentícia publicamente?
Embora a cobrança pública de uma dívida de pensão possa expor o devedor ao vexame, a legislação brasileira não proíbe explicitamente essa atitude. No entanto, o devedor que se sentir lesado ou constrangido excessivamente pode buscar reparação judicial por danos morais, dependendo das circunstâncias e da forma como a cobrança foi realizada. A via legal recomendada para a cobrança de pensão é a judicial, que oferece os mecanismos adequados para garantir o direito ao alimentando de forma segura e efetiva. Leia também: Linha Sul do Metrô do Recife volta a operar parcialmente após descarrilamento
O caso de Teresina reflete a complexidade e a urgência das questões relacionadas à pensão alimentícia no Brasil, um direito fundamental que muitas vezes se torna uma batalha para os responsáveis pelas crianças. A repercussão do incidente no Salipi ilumina não apenas o drama pessoal de uma família, mas também a persistência de um problema social que exige atenção contínua e a eficácia das vias legais para garantir o bem-estar e o futuro de milhares de crianças e adolescentes.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui orientação médica. Consulte um profissional de saúde.





