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Pembrolizumabe ganha destaque após novo desdobramento em pembrolizumabe

Pembrolizumabe: como funciona um dos medicamentos mais usados contra o câncer Imunoterapia de alto custo tem mais de 40 indicações no Brasil e ganhou nova forma de

Pembrolizumabe ganha destaque após novo desdobramento em pembrolizumabe: como

Pembrolizumabe: como funciona um dos medicamentos mais usados contra o câncer Imunoterapia de alto custo tem mais de 40 indicações no Brasil e ganhou nova forma de aplicação recentemente Desde a ascensão da imunoterapia no tratamento do câncer, um medicamento tem se destacado como uma opção versátil no combate a dezenas de tumores— como os de pele, pulmão, mama, bexiga, entre muitos outros. Trata-se do pembrolizumabe, princípio ativo comercializado como Keytruda e produzido pela farmacêutica MSD. Ele teve seu uso aprovado pela primeira vez em 2014, nos Estados Unidos, com autorização da Food and Drug Administration (FDA).

No Brasil, a fórmula chegou em 2018, com a liberação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Hoje, o pembrolizumabe já conta com mais de 40 indicações aprovadas no país e, mais recentemente, ganhou uma nova apresentação. Agora, além da forma intravenosa, a Anvisa liberou uma versão subcutânea do medicamento.

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Abaixo, entenda como essa imunoterapia funciona, para quais tipos de câncer ela é indicada e qual é o preço do tratamento. Como funciona o pembrolizumabe Como outras imunoterapias, o pembrolizumabe é uma medicação capaz de estimular a nossa imunidade para reconhecer e destruir células tumorais.

“ Ele bloqueia um mecanismo utilizado por alguns tumores para escapar da ação das células de defesa do organismo, permitindo uma resposta imunológica mais eficaz contra o câncer“, explica Márcia Datz Abadi, diretora médica da MSD no Brasil. O fato do medicamento atuar sobre o sistema imunológico, e não sobre o tumor em si, explica porque ele é tão amplamente utilizado no tratamento de diversos tipos da doença. Leia também: 8 mitos e verdades sobre os “Mounjaros” do Paraguai

Apresentações O pembrolizumabe é administrado em hospitais e geralmente por via intravenosa. Em junho, a Anvisa aprovou uma nova forma de aplicação, a subcutânea.

A nova versão pode diminuir em até 95% o tempo de aplicação do medicamento e é aprovada para as mesmas indicações clínicas da já estabelecida fórmula intravenosa. “ A escolha da forma do tratamento depende de avaliação e orientação da equipe médica do paciente assim como pela preferência do paciente”, esclarece Abadi.

Indicações O pembrolizumabe tem mais de 40 indicações aprovadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). “

As principais áreas terapêuticas incluem melanoma, carcinoma cutâneo de células escamosas, câncer de pulmão de células não pequenas, mesotelioma, carcinoma urotelial (bexiga), linfoma de Hodgkin clássico, carcinoma de células renais, câncer de cabeça e pescoço, câncer de esôfago, câncer gástrico, câncer do trato biliar, câncer de endométrio, câncer de mama triplo-negativo, câncer do colo do útero e câncer de ovário “, lista a diretora médica da MSD no Brasil.

Pode ser indicado em estágios iniciais e avançados, a depender de cada doença, e ser utilizado como monoterapia (ou seja, como único medicamento no tratamento) ou combinado com outras opções farmacológicas. “Como toda terapia oncológica, os resultados variam entre os pacientes, e a indicação do tratamento deve ser avaliada pela equipe médica de acordo com as características de cada caso”, pondera a médica. Efeitos adversos Mais de saude

Os mais frequentes costumam ser leves ou moderados, como fadiga, diarreia, náuseas, erupções cutâneas e coceira, dor no corpo e alterações na tireoide. “ O medicamento tem um perfil de segurança amplamente conhecido e monitorado”, afirma Abadi.

“ Além disso, quando utilizado sozinho, a queda de cabelo não costuma ser um efeito colateral frequente, o que o diferencia de alguns tratamentos tradicionais contra o câncer. ” Leia também: Saúde: Empatia, Café e Sarampo em Destaque

Reações mais graves, que podem incluir respostas autoimunes, devem ser avaliadas imediatamente por um médico. Preço A medicação é uma das mais rentáveis da indústria, tendo movimentado cerca de US$ 7,9 bilhões no primeiro trimestre de 2026— ficando atrás somente do Mounjaro, da Eli Lilly, que gerou US$ 8,7 bilhões no mesmo período, segundo dados divulgados pela Bloomberg.

No Brasil, cada ampola de 100 mg/4 mL pode ser encontrada por preços que partem de aproximadamente R$ 15 mil. O custo total do tratamento varia de acordo com a indicação e a dose receitada a cada paciente. Estudos estimam que o custo anual possa ultrapassar R$ 470 mil.

Ele está disponível gratuitamente no SUS apenas para o tratamento do melanoma avançado. No sistema suplementar, planos de saúde são obrigados a arcar com as despesas caso haja prescrição médica que justifique o uso clínico. Não há versão genérica do medicamento, por enquanto.

A patente expira em 2028. Bula Consulte a bula deste medicamento aqui.

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