Incêndio de Grande Porte Atinge Manaus e Desabriga Dezenas
Ler matéria →A Paraíba enfrenta uma crise hídrica severa desde a última sexta-feira (1º) de maio, com pelo menos oito municípios decretando situação de emergência e o governador Lucas Ribeiro (Progressistas) anunciando a iminência de um decreto de calamidade pública estadual. As chuvas históricas, registradas desde a semana passada, causaram alagamentos generalizados, danos estruturais significativos e deixaram milhares de pessoas afetadas, desalojadas e desabrigadas em diversas regiões do estado, mobilizando equipes de resgate e assistência humanitária.
Impacto e Resposta dos Governos
As intensas precipitações levaram ao menos oito municípios – Conde, Bayeux, Santa Rita, Rio Tinto, Massaranduba, Lagoa Seca, Itatuba e Ingá – a decretar situação de emergência. A medida, publicada nos Diários Oficiais de cada cidade, visa agilizar a atuação do poder público para mitigar os danos e prestar socorro à população atingida, conforme apurado pelo g1 neste domingo (3). O governador Lucas Ribeiro, em resposta à dimensão dos estragos, informou que o estado também decretará situação de calamidade pública, ampliando as possibilidades de resposta.
Dados divulgados no sábado (2) pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional indicam que a Paraíba registra mais de 16 mil pessoas afetadas pelas chuvas. Desse total, entre 514 e 624 indivíduos encontram-se desalojados, e cerca de 703 pessoas estão desabrigadas. Bayeux, na Grande João Pessoa, concentra o maior número de atingidos, com aproximadamente 12 mil pessoas impactadas. Leia também: Copa do Mundo: Homem é preso no México
Cenários de Devastação e Operações de Resgate
Diversas localidades foram severamente atingidas. Em Rio Tinto, comunidades rurais ficaram ilhadas devido ao volume de água. Santa Rita, também na Grande João Pessoa, registrou vários trechos alagados durante a sexta-feira (1º) e o sábado (2).
Em Ingá, o rio que atravessa a cidade transbordou na sexta-feira (1º), resultando na destruição parcial de uma ponte e isolando moradores. Já em Lagoa Seca, uma barragem e pelo menos outros dois barreiros romperam na zona rural, no mesmo dia, exigindo o resgate de uma pessoa pela Defesa Civil municipal. Mais de 60 bombeiros militares estão mobilizados nessas áreas, com um posto de comando instalado em Itabaiana para coordenar as operações de socorro.
Medidas de Urgência e Previsão do Tempo
Para além dos decretos municipais, o governo da Paraíba decretou situação de emergência por 180 dias na rodovia PB-036, que liga Alhandra ao entroncamento com a PB-008. Este decreto estadual autoriza medidas emergenciais, como a dispensa de licitação para a aquisição de bens e serviços essenciais, a realização de obras urgentes para contenção de erosão e estabilização de áreas, a mobilização de recursos de órgãos estaduais e a assistência às famílias afetadas, sob a coordenação da Secretaria de Desenvolvimento Humano e da Defesa Civil. Mais de noticia
Apesar do cenário crítico, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) não renovou os alertas de chuvas intensas para cidades da Paraíba neste domingo (3). A previsão do Inmet para João Pessoa é de pancadas de chuvas isoladas ao longo do dia, indicando uma possível diminuição na intensidade dos temporais. Leia também: Notícias: Panorama da Semana - Educação, Política e Frio
O que se sabe até agora
- Pelo menos oito municípios paraibanos decretaram situação de emergência desde 1º de maio.
- O governador Lucas Ribeiro (Progressistas) anunciou que decretará situação de calamidade pública no estado.
- Mais de 16 mil pessoas foram afetadas pelas chuvas, com centenas desalojadas e desabrigadas.
- Bayeux concentra o maior número de atingidos, com cerca de 12 mil pessoas.
- Comunidades rurais de Rio Tinto e trechos de Santa Rita ficaram alagados.
- Houve rompimento de barragens e barreiros em Lagoa Seca e destruição parcial de ponte em Ingá.
- O Inmet não renovou os alertas de chuvas intensas para a Paraíba, com previsão de pancadas isoladas para João Pessoa.
A dimensão dos estragos na Paraíba ressalta a vulnerabilidade das comunidades diante de eventos climáticos extremos, evidenciando a urgência de respostas coordenadas e a necessidade de planejamento para mitigar futuros impactos. As autoridades permanecem em estado de alerta, enquanto a população afetada aguarda o restabelecimento da normalidade e o apoio necessário para a reconstrução de suas vidas e propriedades.






