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Para que servem os furinhos nas laterais dos tênis All Star?

Você provavelmente já olhou para os dois pequenos orifícios metálicos na lateral do seu par de Converse e presumiu que serviam para deixar os pés respirarem

Para que servem os furinhos nas laterais dos tênis All Star?

Você provavelmente já olhou para os dois pequenos orifícios metálicos na lateral do seu par de Converse e presumiu que serviam para deixar os pés respirarem. Embora a ventilação seja um benefício colateral bem-vindo, a verdadeira razão da existência desses furos remonta a 1917 e a uma era em que o basquete era jogado em condições brutais. Aquilo que hoje parece um mero detalhe de design foi, na verdade, uma solução de engenharia esportiva para garantir que os atletas não perdessem os calçados em quadra.

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Para que serviam originalmente os furos extras no tênis de basquete?

Os furos laterais foram projetados para permitir uma amarração personalizada que envolvia o arco do pé, proporcionando uma estabilidade que o cano alto sozinho não conseguia oferecer. Na década de 1920, os jogadores passavam os cadarços por esses orifícios para “travar” o pé dentro do calçado, evitando deslizes internos que causavam bolhas e entorses. Segundo registros históricos e estudos sobre o design do Converse, os furos laterais foram criados para melhorar a ventilação e permitir uma amarração mais firme, oferecendo maior estabilidade aos jogadores em uma época sem materiais sintéticos avançados.

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A amarração cruzada por dentro dos furos criava uma espécie de suspensão interna. Isso era especialmente útil para o jogador Chuck Taylor, que viajou pelos Estados Unidos promovendo o esporte e ensinando atletas a ajustar o tênis para suportar o impacto das quadras de chão batido da época.

Para que servem os furinhos nas laterais dos tênis All Star?
Nike preservou identidade visual icônica mantendo detalhes históricos que transcendem a função esportiva – Imagem criada por inteligência artificial (ChatGPT / Olhar Digital)

Por que a Nike manteve o design após adquirir a marca?

A Nike preservou os furos laterais por uma questão de identidade de marca e herança cultural, reconhecendo que alterar a silhueta clássica poderia alienar milhões de fãs. Quando a gigante esportiva comprou a Converse em 2003, houve uma análise profunda sobre o que poderia ser modernizado, mas os furos foram considerados intocáveis. O All Star transcendeu a função esportiva para se tornar um ícone estético imutável. Leia também: O segredo psicológico por trás da vontade de jogar na Mega-Sena toda vez que o prêmio acumula

Abaixo, comparamos a utilidade dos componentes do All Star em sua origem técnica versus sua percepção no cenário da moda contemporânea:

Como a técnica de amarração influenciava o desempenho dos atletas?

Ao passar o cadarço pelos furos laterais, o jogador conseguia comprimir a lona contra o peito do pé, criando uma firmeza que impedia o calcanhar de subir e descer durante os saltos. Essa customização era a “tecnologia de ponta” da época, permitindo que um único modelo de tênis se ajustasse a diferentes anatomias de pés.

Hoje, embora quase ninguém use os furos para amarrar os cadarços, a estrutura permanece lá. Veja como essa característica impactou a evolução do calçado:

  • Criação de um padrão visual reconhecível instantaneamente em todo o mundo;
  • Manutenção da respirabilidade em calçados de lona densa;
  • Flexibilidade para usuários com pés muito estreitos que precisam de ajuste extra;
  • Preservação do DNA de um dos primeiros calçados de performance da história.
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A ventilação lateral é realmente eficaz nos modelos atuais?

Embora não tenham sido criados para isso, os orifícios permitem uma troca mínima de ar que ajuda a reduzir a umidade interna, prolongando o conforto durante o uso prolongado no dia a dia. Em climas tropicais como o brasileiro, esse benefício acidental tornou-se uma das justificativas preferidas dos consumidores para a permanência do design. A física simples da convecção faz com que o ar quente saia pelos furos enquanto o pé se movimenta, agindo como um sistema de exaustão passivo. Mais de tecnologia

Mesmo que você não seja um jogador de basquete profissional, existem boas razões para apreciar esses pequenos detalhes metálicos:

  1. Estética *vintage* que remete à era de ouro do esporte americano;
  2. Redução do acúmulo de calor em caminhadas urbanas sob sol forte;
  3. Possibilidade de personalizações criativas com cadarços coloridos;
  4. Conexão histórica com a evolução da engenharia de materiais têxteis.
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O All Star seria o mesmo sem esses pequenos orifícios laterais?

A remoção dos furos laterais descaracterizaria o modelo a ponto de transformá-lo em uma cópia genérica, perdendo o vínculo com sua trajetória centenária de inovação e estilo. Eles representam a resiliência de um design que, mesmo perdendo sua função técnica primária, manteve-se relevante através do simbolismo e da memória afetiva. O All Star é a prova viva de que a história, às vezes, é o melhor acessório que um produto pode carregar. Leia também: Confúcio, filósofo “Escolha um trabalho que você ame e não terá que trabalhar um único dia em sua vida.”

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Ana Beatriz Paes Peixoto

Ana Beatriz Paes Peixoto é redator(a) no Olhar Digital

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Gabriel do Rocio Martins Correa

Gabriel do Rocio Martins Correa é colaboração para o olhar digital no Olhar Digital

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