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Um casal de idosos foi encontrado morto nessa terça-feira (30/6) no bairro São Pedro, região Centro-Sul de Belo Horizonte. A investigação do caso reacendeu o debate sobre a dimensão de um latrocínio, um dos crimes mais temidos pela população.
Diferente do homicídio, em que a intenção principal é tirar a vida de alguém, o latrocínio ocorre quando a morte é uma consequência do roubo. O objetivo central do criminoso é a subtração de bens, mas a violência empregada para garantir o crime ou a fuga resulta na morte da vítima. A lei não exige que o autor tenha a intenção de matar, basta que o resultado fatal ocorra durante o assalto.
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Qual a pena para latrocínio?
A pena para quem comete este crime é de reclusão de 20 a 30 anos, além de multa. Trata-se de uma das punições mais severas do Código Penal brasileiro e o crime também é classificado como crime hediondo, o que impõe regras mais rígidas para o cumprimento da pena.
O que significa ser um crime hediondo?
Crimes hediondos são aqueles previstos no art. 1º e incisos da Lei 8.072/90, e a classificação traz consequências mais severas para o condenado. A principal delas está relacionada à progressão de regime, ou seja, a possibilidade de passar do regime fechado para o semiaberto e, depois, para o aberto. As regras são mais duras e exigem um tempo maior de cumprimento da pena em regime fechado.
As principais implicações são:
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Não há possibilidade de fiança, anistia, graça ou indulto.
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O prazo para a progressão de regime é maior do que em crimes comuns. Mais de saude
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A prisão temporária pode ter um prazo estendido.
Com as mudanças do "Pacote Anticrime", de 2019, a progressão de regime para condenados por crimes hediondos com resultado morte ficou ainda mais rigorosa. Se o condenado for primário, precisa cumprir 50% da pena para ter direito ao benefício. Caso seja reincidente em crime hediondo, a progressão só pode ser solicitada após o cumprimento de 70% da pena. Leia também: 2 de julho é feriado na bahia
Essa rigidez na legislação espera que a resposta do Estado seja proporcional à gravidade do ato, que atenta não apenas contra o patrimônio, mas também contra a vida.
Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.
*Estagiária sob supervisão do editor João Renato Faria
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