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O Grupo Pão de Açúcar (GPA) (PCAR3) concluiu a renegociação de sua dívida com credores no âmbito da recuperação extrajudicial, em um movimento que reduz a pressão de caixa no curto prazo e melhora o perfil financeiro da companhia. O acordo contou com a adesão de 57% dos credores não operacionais, acima do mínimo legal, e inclui dois anos de carência, alongamento relevante de prazos e redução do custo financeiro.
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Com a operação, o GPA estima uma redução de mais de R$ 2 bilhões no endividamento e um alívio de caixa superior a R$ 4,5 bilhões nos próximos anos, ampliando a previsibilidade financeira e a capacidade de execução. A reestruturação envolve cerca de R$ 4,6 bilhões em dívidas e foi estruturada em três frentes, combinando alongamento, conversão em capital e desconto para parte dos credores.
Para os credores apoiadores, a companhia estruturou uma emissão de aproximadamente R$ 2,6 bilhões, sendo R$ 1,5 bilhão em debêntures com dois anos de carência e amortização entre 2028 e 2031, com pagamentos de 4% em 2028, 4% em 2029, 16% em 2030 e 76% em 2031. Outro R$ 1,1 bilhão correspondem a instrumentos conversíveis em ações, com janelas de conversão previstas no primeiro semestre de 2027, 2029, 2030 e 2031.
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Condições
A adesão pela estrutura está condicionada à concessão de novos recursos à companhia, com exigência de aporte mínimo equivalente a 20% da exposição de cada credor, em operações como capital de giro, risco sacado ou novas debêntures. O GPA busca levantar cerca de R$ 200 milhões adicionais para reforço de liquidez no curto prazo.
Já para os credores não apoiadores, cerca de R$ 2 bilhões foram reestruturados com deságio de 70%, reduzindo esse montante para aproximadamente R$ 600 milhões, com vencimento em 2036. Nessa estrutura, o pagamento de juros começa a partir de 2032.
“Quando você combina essas três frentes, chega a uma dívida final próxima de R$ 2,1 bilhões, cerca de 45% do valor original”, explicou o diretor financeiro (CFO), Pedro Albuquerque, em entrevista a Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.
Com isso, a dívida sujeita à recuperação passa a cerca de R$ 2,1 bilhões, com mais de 70% dos pagamentos concentrados apenas a partir de 2031, o que reduz de forma significativa a necessidade de desembolsos no curto prazo. Mais de economia
Ainda segundo o GPA, a operação deve reduzir em cerca de R$ 4,5 bilhões o desembolso financeiro nos próximos dois anos, frente a uma necessidade anterior de aproximadamente R$ 5,2 bilhões.
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O presidente do GPA, Alexandre Santoro, afirmou que a renegociação foi necessária para corrigir um descompasso entre a operação da companhia e o nível de endividamento acumulado ao longo do tempo. “O que nos levou à recuperação extrajudicial foi um desequilíbrio entre a realidade operacional da empresa e os passivos”, disse.
Segundo ele, a recuperação extrajudicial foi utilizada como instrumento para readequar a estrutura de capital à geração de caixa da companhia. “A recuperação não era um objetivo em si, mas um instrumento para trazer a dívida para a realidade da empresa”, afirmou.
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Santoro destacou ainda que a renegociação altera de forma estrutural a posição financeira da companhia. “É uma nova companhia em termos de liquidez e disponibilidade financeira.”
Impacto
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