Banksy revela mistério de estátua que apareceu de um dia para o outro no centro
Ler matéria →Esta semana foi marcada por desdobramentos cruciais tanto na política internacional quanto no cenário doméstico brasileiro. No exterior, a tensão entre Irã e Estados Unidos ganhou novos capítulos com a rejeição de uma proposta de paz, enquanto no Brasil, o governo federal enfrentou reveses significativos no Congresso Nacional.
Irã prepara nova proposta de paz, mas ameaça 'guerra duradoura'
Diante da rejeição do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a uma proposta de paz anterior, o Irã está preparando um novo plano para encerrar a guerra, segundo informou o G1. Fontes das negociações disseram à CNN Internacional, por meio de mediadores paquistaneses, que Teerã finaliza a revisão da proposta, prevista para ser entregue nesta sexta-feira (1º). A proposta rejeitada pedia que os EUA interrompessem o bloqueio naval na entrada do Estreito de Ormuz, que impede o tráfego de embarcações iranianas, em troca da reabertura total da passagem pelo estreito pelo Irã. Contudo, o Irã também solicitava o adiamento das conversas sobre seu programa nuclear, uma das principais exigências de Washington.
Ainda segundo o G1, em paralelo às negociações, o Irã ameaçou nesta quinta-feira (30) retomar ataques a aliados dos EUA, que estavam paralisados por conta do cessar-fogo. O comandante das forças aéreas da Guarda Revolucionária Iraniana afirmou que o país está se preparando para responder a qualquer nova ofensiva dos Estados Unidos com "ataques duradouros e dolorosos", ameaçando atacar navios da Marinha norte-americana que realizam o bloqueio naval. As negociações enfrentam dificuldades, em parte, devido à incerteza sobre o paradeiro e estado de saúde do líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei. Leia também: Mundo & Esporte: Acordo EUA-Irã, Racismo na Copa e Messi em 2026
Derrota em dose dupla para o Governo Lula no Congresso
Em menos de 24 horas, o governo Lula sofreu duas derrotas significativas no Congresso Nacional, conforme noticiou a BBC Brasil. As rejeições envolveram a indicação de Jorge Messias para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF) e a derrubada de um veto presidencial ao Projeto de Lei da Dosimetria. Esses resultados levantaram questionamentos sobre a capacidade de articulação do governo, com a BBC Brasil apontando que o governo teria se tornado "refém" do Congresso.
Rejeição de Jorge Messias para o STF e a reação evangélica
A indicação de Jorge Messias, que ocupava o cargo de Advogado-Geral da União, para o STF foi rejeitada pelo Senado, mesmo após ele se apresentar como "servo de Deus" durante a sabatina, defendendo o Estado laico e manifestando-se contra o aborto além do que já está previsto em lei, segundo detalhou a BBC Brasil. A mesma fonte informou que Messias tinha mais apoio fora do eixo político de Brasília e encontrou resistência no Senado, inclusive entre parlamentares religiosos.
A BBC Brasil também destacou a reação das lideranças evangélicas à rejeição de Jorge Messias. Apesar de sua autodeclaração como "servo de Deus" e de suas posições em temas sensíveis para a bancada religiosa, a resistência no Senado prevaleceu, indicando um complexo jogo de forças e alianças políticas. Mais de mundo
Em resumo
- O Irã prepara uma nova proposta de paz para os EUA após Donald Trump rejeitar o plano inicial, mas também ameaça retomar ataques.
- O governo iraniano alertou sobre possíveis ataques a navios da Marinha norte-americana no Estreito de Ormuz e a aliados dos EUA.
- O governo Lula enfrentou uma "derrota em dose dupla" no Congresso, com a rejeição de Jorge Messias ao STF e a derrubada de um veto presidencial.
- A indicação de Jorge Messias para o STF foi rejeitada pelo Senado, mesmo com sua defesa do Estado laico e posições em linha com parte da bancada religiosa.
- Lideranças evangélicas reagiram à não aprovação de Messias, que se apresentou na sabatina como um "servo de Deus".
Os acontecimentos desta semana sublinham a complexidade das relações internacionais e a dinâmica desafiadora da governabilidade interna. Enquanto a diplomacia global busca caminhos para a paz em meio a ameaças, o cenário político nacional reflete a necessidade constante de articulação e diálogo entre os poderes. Leia também: Acordo EUA-Irã: Paz é assinada eletronicamente
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