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- Author, Leire Ventas
- Role, BBC News Mundo @Centroamérica Cuenta
- Published Há 42 minutos
- Tempo de leitura: 10 min
Juan David Morgan (David, Panamá, 1942) gosta de dizer que escreve histórias romanceadas, mais do que romances históricos.
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"Porque 90% dos personagens e dos fatos que relato nelas são reais", justifica o escritor e advogado panamenho.
Em 'La rebelión infinita', sua obra mais recente, ele também quase não precisou recorrer à ficção.
A revolta levou, há um século, à proclamação da República de Tule, um Estado soberano que, embora efêmero, lançou as bases para a autonomia indígena na América Latina. Leia também: 'Dinheiro acabando': brasileiro relata angústia em La Paz com protestos que não
Mas, além de ser uma tentativa de reconhecer a dívida do Panamá com os povos originários, 'La rebelión infinita' também pode ser lido como uma exploração da identidade nacional. Uma identidade que, segundo o autor — cuja vasta obra inclui o reconhecido "Con ardientes fulgores de gloria" — sempre esteve em disputa.

Crédito, Cortesia de Juan David Morgan
Entre um amigo dramaturgo e eu, que já havia publicado um romance relacionado à separação entre Panamá e Colômbia, estávamos pesquisando para uma peça de teatro sobre Varilla, um personagem muito importante na história do Panamá — um francês que assinou o tratado original do Canal.
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[O engenheiro e militar Philippe Bunau-Varilla representou o Panamá nas negociações que resultaram no Tratado Hay-Bunau-Varilla, de 1903, que concedia o canal e sua zona adjacente aos EUA de forma perpétua. O acordo foi revogado 74 anos depois pelos Tratados Torrijos-Carter.]
Ao estudá-lo, percebi que eu, que havia sido um bom aluno, sabia muito pouco sobre a história da separação entre Panamá e Colômbia.
Isso me levou a me inclinar para o gênero do romance histórico, para ensinar aos panamenhos, de uma forma mais agradável, a história do próprio país. Leia também: Flávio Bolsonaro vai aos EUA em busca de Trump e agenda positiva em meio a
Embora eu chame isso de história romanceada, porque mais de 90% dos personagens das minhas obras ambientadas no Panamá — e dos fatos que relato — são reais.
Seu mais recente romance histórico, 'La rebelión infinita', trata de uma revolta indígena que aconteceu no seu país há 100 anos e ficou conhecida como Revolução Tule ou Revolução Guna. Quão relevante foi essa revolta para a história recente do Panamá?
Ela é importante para uma parte da história atual do Panamá. Explico:
Os gunas, originários do arquipélago de San Blas — embora hoje metade dos cerca de 100 mil que restam viva em áreas urbanas — são um povo originário muito interessante, com características especiais.
Em 1925, eles se rebelaram contra o governo da época porque o Estado tentava mudar suas tradições e costumes de maneira forçada.



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