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Ler matéria →Advogado e companheira são suspeitos de matar o próprio filho em Palmas
Um caso chocante abalou a cidade de Palmas, no Tocantins, com a prisão preventiva do advogado Igor Gustavo Veloso de Sousa e de sua companheira, Kathellen Moreira. O casal é suspeito de torturar e assassinar o pequeno Gustavo Veloso Feitosa, de apenas 3 anos, filho de Igor. O corpo da criança foi encontrado na residência do pai na última segunda-feira, após o menino ter passado o fim de semana sob os cuidados dele.
Histórico de conflitos e denúncias anteriores
As investigações revelam um cenário preocupante que antecede a tragédia. A mãe da criança, Sabrina da Silva Feitosa, vinha travando uma batalha judicial com Igor Gustavo pela pensão alimentícia e já possuía medidas protetivas contra o advogado. Segundo relatos à polícia, Sabrina apresentava registros de que o filho retornava das visitas ao pai com machucados e apresentando sinais de sedação desde o ano passado. Um vídeo capturado antes da morte do menino demonstra Gustavo chorando e expressando medo de ir para a casa do pai, alegando que ele o agredia.
O histórico de violência do pai não é recente. Em outubro de 2023, quando Gustavo tinha apenas oito meses, Igor Gustavo foi denunciado por violência doméstica e ameaças de morte contra Sabrina. Áudios anexados a um boletim de ocorrência na época revelam o advogado intimidador: "Sua sorte é que você tava com o menino no colo e tinha muita gente passando na rua [.]. Mas, se houver uma próxima vez, você não escapa. Eu te meto uma bala na cara", declarou Igor.
A gravidade das ameaças levou a Justiça a conceder medida protetiva a Sabrina após o portão de sua residência ter sido arrombado. Em função da prisão recente por suspeita de homicídio do filho, o registro profissional de Igor Gustavo na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-TO) foi cautelarmente suspenso. Leia também: Anitta defende fãs vestidos de Orixás em shows após polêmica
Madrasta também é investigada por omissão e tortura
Kathellen Moreira, companheira de Igor Gustavo e mãe de uma bebê de cinco meses, também é alvo da investigação. Ela é apontada pela Polícia Civil como omissa na morte do enteado e responde pelos mesmos crimes imputados ao pai: homicídio duplamente qualificado e tortura. Em seu depoimento, Kathellen teria confirmado que era a responsável pelos cuidados diários de Gustavo durante as visitas, incluindo banho e alimentação.
O laudo pericial preliminar, obtido pelas autoridades, indica que a morte da criança ocorreu com "crueldade, insensibilidade, indiferença e multiplicidade de lesões". A possibilidade de violência sexual não foi totalmente descartada, e a tipificação dos crimes poderá ser alterada conforme os resultados de futuras perícias.
Defesas e prisões em Palmas
A defesa de Igor Gustavo informou que o advogado se colocou à disposição das autoridades assim que soube do pedido de prisão, e que a custódia ocorreu mediante entrega voluntária previamente combinada. A defesa ressaltou a postura colaborativa, mas optou por não comentar detalhes do processo em razão do sigilo das investigações.
Por sua vez, a defesa de Kathellen Moreira declarou estarrecimento com a decretação da prisão preventiva. Argumentou que a decisão não considerou o fato de ela amamentar uma bebê de cinco meses e informou que buscará a substituição da prisão por medidas cautelares ou prisão domiciliar. Mais de noticia
As prisões de Igor Gustavo Veloso de Souza e Kathellen Moreira ocorreram em Palmas.
- O que se sabe até agora
- O advogado Igor Gustavo Veloso de Sousa e sua companheira, Kathellen Moreira, foram presos preventivamente em Palmas.
- Eles são suspeitos de torturar e matar o filho do advogado, Gustavo Veloso Feitosa, de 3 anos.
- O corpo do menino foi encontrado na casa do pai após ele passar o fim de semana com o mesmo.
- A mãe da criança, Sabrina da Silva Feitosa, já havia registrado queixas de violência e suspeita de dopagem contra o pai.
- O pai do menino possuía medidas protetivas em seu desfavor e histórico de ameaças contra a mãe da criança.
- O laudo pericial aponta crueldade e múltiplas lesões na vítima.
Perguntas frequentes
Quais crimes os suspeitos podem responder?
O pai e a madrasta do menino Gustavo Veloso Feitosa responderão por homicídio duplamente qualificado e tortura, com possibilidade de alteração na tipificação dependendo de novos exames. Leia também: Maranhense é confundido com chinês em imigração na Ásia e viraliza nas redes
O que motivou a prisão do pai e da madrasta?
A prisão preventiva foi decretada devido à suspeita de tortura e morte do menino de 3 anos, com base em evidências coletadas pela Polícia Civil e em laudos periciais que indicam crueldade e lesões múltiplas.
O que a mãe da criança relatou?
A mãe da criança, Sabrina da Silva Feitosa, relatou às autoridades que o filho retornava machucado e supostamente dopado das visitas ao pai, além de ter apresentado registros de violência e ameaças anteriores contra ela.
O caso levanta sérias questões sobre a proteção infantil e a responsabilidade dos pais e responsáveis legais. A investigação segue em andamento, e novas perícias podem trazer mais clareza sobre a extensão da crueldade sofrida pelo pequeno Gustavo. O desfecho deste trágico evento promete gerar discussões importantes sobre a atuação do sistema de justiça em casos de violência doméstica e contra menores.


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