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Países europeus podem boicotar a próxima Copa do Mundo após a Fifa anunciar sua intenção de criar uma empresa para cuidar das operações comerciais e de eventos da organização. A informação do boicote é da emissora inglesa Sky Sports.
O que aconteceu
O tema será debatido em uma reunião virtual a ser realizada ainda nesta semana. Devem participar boa parte das associações nacionais de futebol ligadas à Uefa, entidade responsável pelo futebol europeu.
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A Uefa emitiu uma nota após a Fifa anunciar sua intenção de criar a empresa. Nela, a organização fala que a intenção de Infantino "ultrapassa os limites".
Isso ultrapassa um limite que as instituições responsáveis pela governança do futebol jamais deveriam ultrapassar. A Uefa trata esse assunto com extrema seriedade. Todas as Associações Nacionais de Futebol também deveriam fazê-lo. O mesmo vale para todas as partes interessadas: ligas, clubes, jogadores, torcedores, governos e todos aqueles que se preocupam com o futuro do futebol. A essência e a governança do futebol não são ativos para serem comercializados— especialmente sem qualquer transparência sobre quem obtém ganhos financeiros. Nenhum de nós é dono do futebol. O futebol não pertence à Fifa para que ela o venda. Uefa, em nota oficial
A próxima Copa do Mundo, inclusive, terá dois países da Europa como sedes: Portugal e Espanha. Eles dividirão o torneio com Marrocos (África). Argentina, Uruguai e Paraguai, na América do Sul, receberão um jogo de abertura cada como uma forma de homenagem pelos 100 anos do Mundial.
Plano da Fifa
O plano da Fifa prevê a criação da Fifa Forward Enterprise (FFE), uma subsidiária de propriedade integral que tomará conta das operações comerciais e de eventos da organização. Esta empresa teria ações vendidas a investidores minoritários. Mais de esporte
A Fifa afirmou que manteria o controle exclusivo, bem como a "autoridade exclusiva" sobre a governança do futebol, as competições, o calendário de jogos e todas as decisões regulatórias e esportivas. Leia também: Esporte: Fluminense empata, Vitória é goleado e Atlético-MG emenda boa fase
De acordo com a proposta, a Fifa convidaria investidores externos a adquirir participações minoritárias, sem controle, na FFE para levantar até US$ 4,2 bilhões (R$ 21,4 bilhões). A entidade diz que a empresa valeria US$ 20 bilhões (R$ 102,3 bilhões) ao todo.
A Fifa promete aumentar a quantia repassada às federações filiadas caso isso aconteça. Entre 2027 e 2030, a entidade máxima do futebol prevê que poderia pagar até R$ 102 milhões a cada país membro.
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