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Ler matéria →'Os socorristas não dão conta. Estão tirando as pessoas com unhas e dentes': o desespero para salvar quem está sob os escombros na Venezuela

Crédito, Reuters
- Author, Cecilia Barría
- Role, Da BBC News Mundo
- Published 25 junho 2026, 22:04 -03Atualizado Há 2 horas
- Tempo de leitura: 4 min
As frenéticas operações de resgate continuam na Venezuela após o duplo terremoto que atingiu o país na tarde de quarta-feira (24/6).
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Equipes de emergência, moradores e familiares seguem procurando e retirando dos escombros pessoas que ficaram presas em edifícios que desabaram em consequência dos dois terremotos de magnitude 7,2 e 7,5 que sacudiram o país.
"Os socorristas não dão conta. Estão tirando as pessoas com unhas e dentes", disse o estudante Antoan Marín à BBC News Brasil, o serviço em espanhol da BBC. "Eles não têm maquinário especializado", acrescentou ele, que está em Caracas. "Falta ajuda."
Nesta quinta-feira (25/6), equipes de resgate de diversos países viajavam para a Venezuela para colaborar na busca por sobreviventes em meio à extensa devastação que atingiu Caracas e outras cidades da costa central do país. Leia também: Brasil enfrenta Japão no mata-mata; veja o histórico de confrontos
Vídeos publicados nas redes sociais mostram edifícios residenciais e comerciais completamente destruídos, principalmente na capital e em La Guaira, enquanto familiares procuram desesperadamente seus entes queridos.
Em La Guaira, moradores denunciaram nas redes sociais nesta quinta-feira que as equipes de resgate ainda não haviam chegado e que havia dezenas de pessoas presas que não podiam ser socorridas por falta de recursos.

O balanço oficial aponta pelo menos 235 mortos e mais de 4,3 mil feridos até a noite desta quinta, mas teme-se que o número de vítimas fatais seja muito maior.
Os terremotos ocorreram com apenas 39 segundos de diferença em uma zona de falhas geológicas, aumentando seu impacto mortal.

Crédito, AFP via Getty Images Mais de mundo
'Há famílias inteiras presas'
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Román Camacho, jornalista venezuelano, publicou em suas redes sociais imagens devastadoras de La Guaira gravadas na manhã desta quinta-feira, nas quais aparecem pessoas presas sob os escombros em áreas onde as equipes de resgate ainda não haviam chegado. Leia também: Organização, velocidade e 'Messi japonês': o que esperar do Japão, próximo
Nelas, vê-se um jovem, identificado pelo jornalista como Amir Infante, bebendo água e com a parte inferior do corpo esmagada por um bloco de concreto. "Não há maquinário, não há os equipamentos necessários para remover os escombros", explica Camacho em seu vídeo. "Há famílias inteiras presas."
Horas depois, Camacho informou que a mãe de Amir havia comunicado que seu filho tinha morrido.
A poucos metros dali, um jovem gritava "Jesus!" enquanto caminhava sobre os escombros procurando pessoas com vida.
"Aqui há três vivos", relatava, apontando com a mão. "Como você se chama?", perguntava através de um pequeno buraco. "Anthony", respondeu uma voz que mal podia ser ouvida.
Com os olhos cheios de lágrimas, o jovem gritava mais uma vez: "Jesus, irmão, fala comigo."

'Somos três': crianças são resgatadas dos escombros

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