
Crédito, Getty Images
- Author, Simon Jack
- Role, Editor de Negócios da BBC News
- Há 3 horas
- Tempo de leitura: 11 min
"Tínhamos visto no noticiário de domingo, vindo dos Estados Unidos, que eles estavam entrando com pedido de falência. Não tínhamos muita certeza das implicações disso para nós no Reino Unido. Então, nos disseram apenas para comparecer normalmente."
Leia no AINotícia: Irã recebe resposta dos EUA sobre proposta de paz; Trump cético
Inicialmente, foi um "caos", diz Bobby. "Não havia comunicação direta com nossos colegas americanos. Eles não atendiam o telefone. Algumas pessoas pegavam objetos, como quadros na parede, e diziam: 'Eles me devem ações'."
Bobby pressentia que um desastre poderia acontecer e estava bem preparado.
"Curiosamente, naquele verão, as pessoas perceberam uma certa inquietação. Gastei todo o meu cartão da máquina de venda automática, [no valor de] 300 libras, em chocolates, porque percebi que se a máquina de venda automática ou o banco quebrassem, meu cartão da máquina se tornaria inútil." Leia também: O vírus por trás de possível surto que deixou 3 mortos em cruzeiro que partiu da Argentina
Bobby, juntamente com milhares de colegas, colocou toda sua carreira em uma caixa de papelão e deixou o prédio.
Foi uma imagem marcante da crise financeira global que viu milhares de empresas falirem e milhões de pessoas perderem seus empregos.
Ela inaugurou uma das recessões mais longas e profundas desde a Segunda Guerra Mundial.

Crédito, Getty Images
Agora, diversos sinais de alerta estão surgindo na economia mundial, levando alguns a questionar se estamos no início de outra crise financeira. Mais de mundo
Como seria o próximo colapso? E, considerando que as relações internacionais em 2026 estão mais instáveis do que em 2008, os formuladores de políticas terão as ferramentas necessárias para impedir um colapso?
Sinal de alerta
Antes da crise que assolou a economia mundial em 2008, já havia sinais de alerta em algumas partes do sistema financeiro.
Em 2007, muitos investimentos em empréstimos imobiliários de alto risco nos EUA deram prejuízo, com a alta inadimplência dos donos dos imóveis. Leia também: Irã recebe resposta dos EUA sobre proposta de paz; Trump cético
Fundos administrados pelo Bear Stearns, BNP Paribas e outros bancos tiveram que congelar a capacidade dos investidores de sacar seu dinheiro ou liquidar os fundos completamente.
Esses problemas serviram como primeiros alertas para uma crise que se mostraria muito mais profunda.
À medida que o nervosismo se espalhava, até mesmo os bancos eventualmente pararam de emprestar uns aos outros por medo de não receberem seu dinheiro de volta, criando a chamada crise de crédito. Isso causou uma crise financeira global.

Crédito, Getty Images
Agora, voltemos para os dias de hoje.

Influência da crise energética

Inteligência artificial
'Incêndio financeiro'

Fragilidades financeiras

Leia também no AINotícia
- Irã recebe resposta dos EUA sobre proposta de paz; Trump céticoMundo · 1h atrás
- Filha de Maradona acusa ex-advogado e equipe médica de articularem plano para controlar o paiMundo · 3h atrás
- Por que tantas mulheres africanas clareiam a pele?Mundo · 4h atrás
- 'Um dos lugares mais inóspitos da Terra': a 'utopia' verde dos anos 1960 que tentou reinventar o mundoMundo · 4h atrás