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Ler matéria →Os graves efeitos do 'Super El Niño' na América Latina previstos pelos cientistas

Crédito, Defesa Civil SP
- Author, Darío Brooks
- Role, BBC News Mundo
- Published Há 2 minutos
- Tempo de leitura: 9 min
Na sua primeira mensagem após a posse, no final de julho, a presidente do Peru, Keiko Fujimori, incluiu duas "emergências imediatas" entre suas prioridades: a falta de segurança e o fenômeno climático El Niño.
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Os cientistas preveem que o El Niño atual pode vir a ser um dos mais intensos das últimas décadas.
"O clima não espera o tempo da burocracia", declarou Fujimori.
Governos de outros países latino-americanos, como a Colômbia, o México e o Equador, já anunciaram medidas de reação às possíveis emergências climáticas causadas pelo El Niño. Leia também: Adolescente acusado de ataque em escola na Tailândia assistia a conteúdo
O último relatório do Centro de Previsões Climáticas (CPC), um organismo da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA, na sigla em inglês), indica que "há 81% de probabilidade de ocorrência de um El Niño muito forte, durante o período de outubro a dezembro" deste ano.
Existem indícios de que o evento de 2026 estaria "entre os eventos El Niño mais importantes do registro histórico" mantido pelos cientistas desde a década de 1950.
Seu potencial levou alguns especialistas a chamá-lo de "Super El Niño".
"Os impactos continuarão sendo sentidos em 2027. Aliás, os piores impactos irão ocorrer no próximo ano", explica à BBC News Mundo (o serviço em espanhol da BBC) o professor Ángel Adames, do Departamento de Ciências Atmosféricas e Oceânicas da Universidade de Wisconsin-Madison, nos Estados Unidos.
"Daqui em diante, falaremos sobre os riscos do calor e as mudanças dos padrões de chuva sendo observados", destaca ele. Mais de mundo

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Os fenômenos El Niño e La Niña ocorrem com alguma frequência, causando sérias tempestades ou ondas de calor e secas prolongadas. Mas a combinação de fatores climáticos deste ano fortaleceu o fenômeno a um nível poucas vezes observado.
Um episódio normal do El Niño-Oscilação do Sul (Enso, na sigla em inglês) ocorre quando a temperatura da superfície do mar na zona tropical do centro do oceano Pacífico atinge +1,5 °C acima da média histórica. Ele pode durar de nove a 12 meses.
Mas, para que o evento seja considerado "forte" ou "muito forte", diversos fatores climáticos devem entrar na equação, segundo Adames. Um deles é o comportamento dos ventos alísios, que sopram de leste para oeste no Pacífico.
"Quando os ventos ficam mais fracos, o afloramento da água fria fora do litoral do Peru e do Equador é debilitado", explica o professor.
De fato, este ano trouxe alterações em diversos fenômenos meteorológicos, como a retroalimentação oceano-atmosfera, as ondas Kelvin ou mudanças da termoclina. Todas elas colaboram para o prognóstico de um El Niño mais forte que o habitual.

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