Homem é baleado em Araçatuba enquanto esperava em ponto de ônibus
Ler matéria →Nas semanas que se seguiram desde que os Estados Unidos e Israel lançaram ataques contra o Irã, a batalha pela narrativa sobre o andamento da guerra tem se desenrolado no centro do poder militar americano.
Desde a primeira semana (a guerra começou em 28/2), acompanho as coletivas de imprensa no Pentágono conduzidas pelo secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, ex-oficial da Guarda Nacional do Exército americano e ex-comentarista da emissora americana Fox News.
Da primeira atualização aos jornalistas, quando apresentou os objetivos de guerra dos EUA, até a mais recente, que se seguiu ao anúncio de uma trégua de duas semanas, o responsável pelas Forças Armadas mais poderosas do mundo tem levado ao púlpito do Pentágono um estilo de monólogo típico da televisão.
Frágil cessar-fogo está em vigor entre EUA e Irã
As coletivas de imprensa têm sido marcadas por um tom de exaltação, com ênfase em representações da supremacia militar americana. Hegseth afirmou na quarta-feira (8/4) que os EUA haviam alcançado "uma vitória militar com V maiúsculo". Em outra ocasião, disse que o país semeou "morte e destruição vindas do céu durante o dia todo". Leia também: São João de Campina Grande 2026: Léo Magalhães e Banda Magníficos no palco principal
Chegar à verdade sobre o andamento da guerra e seu impacto para os EUA, no entanto, tem exigido uma investigação mais aprofundada. Assim, com um cessar-fogo frágil em vigor, já colocado à prova, o que é possível afirmar que os EUA alcançaram? E a que custo isso ocorreu?
Pouco progresso na questão nuclear
O principal objetivo de guerra do presidente americano, segundo declarações dele próprio, era impedir que o Irã desenvolvesse uma arma nuclear, algo que o Irã afirma nunca ter pretendido fazer.
Mas isso também vinha sendo, havia anos, um objetivo da diplomacia liderada pelos EUA.
Em última análise, Trump considerava que o acordo nuclear global firmado com o Irã em 2015, negociado durante o governo de Barack Obama (2009-2017), o Plano de Ação Conjunto Global (JCPOA, na sigla em inglês), era fraco demais. Mais de noticia
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Em seu primeiro mandato, Trump violou o acordo, retirando na prática os EUA dele ao restabelecer sanções contra o Irã, que então cumpria seus termos do acordo. No fim, era uma opção pela força em detrimento da diplomacia (depois, Trump ordenou o assassinato do general Qasem Soleimani, da Guarda Revolucionária Islâmica), estabelecendo um padrão na relação com o Irã marcado por oscilações entre iniciativas diplomáticas e ações militares. Foi esse padrão que culminou na guerra atual.
Mas, enquanto o frágil cessar-fogo permanece em vigor, há poucos indícios de qualquer resultado significativo para Trump na questão nuclear.
Instalação subterrânea — Foto: Vantor, instituto para ciência e segurança internacional via BBC
O presidente americano disse, em junho de 2025, que as capacidades nucleares do Irã já haviam sido "obliteradas" por seus bombardeios contra instalações nucleares em Isfahan, Fordow e Natanz.
No entanto, após mais de cinco semanas de guerra, o Irã ainda mantém seu estoque de urânio enriquecido próximo ao grau necessário para armas nucleares. Acredita-se que esse estoque esteja armazenado em cilindros de gás sob os escombros das instalações atacadas pelos EUA em 2025.
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