Mundo & Esporte: Acordo EUA-Irã, Racismo na Copa e Messi em 2026
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Crédito, Ricardo Stuckert / PR
- Author, Julia Braun
- Role, Enviada da BBC News Brasil a Évian-les-Bains, França
- Published Há 3 horas
- Tempo de leitura: 10 min
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) inicia nesta terça-feira (16/06) sua participação oficial no G7– o fórum que reúne sete das maiores economias industrializadas do planeta.
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Lula foi convidado para o evento, que acontece em Évian-les-Bains, na França, pelo presidente francês, Emmanuel Macron. É costume que o anfitrião do fórum escolha alguns países não membros do G7 para acompanhar as discussões ampliadas, a partir do segundo dia de reuniões.
Quem também está na pequena cidade francesa na fronteira com a Suíça para o encontro é o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
A presença dos dois líderes no mesmo local ampliou as expectativas para possíveis interações, em um momento de novo tensionamento da relação diante da possibilidade da aplicação de uma taxação extra de 25% sobre parte das importações brasileiras. Leia também: Mundo & Esporte: Acordo EUA-Irã, Racismo na Copa e Messi em 2026
Até o momento, não houve confirmação sobre uma possível reunião bilateral entre Lula e Trump— e interlocutores afirmam que o governo brasileiro não pediu um encontro privado à Casa Branca.
Os dois líderes, porém, podem se cruzar durante as reuniões ampliadas da cúpula ou nos corredores do evento.
Segundo especialistas ouvidos pela BBC News Brasil, conquistar a atenção do presidente americano deve ser um grande desafio para o governo brasileiro, que concorre com outras diversas lideranças mundiais em meio a grandes crises globais, tal como as guerras no Irã e na Ucrânia e a instabilidade nas relações transatlânticas causada pela política isolacionista trumpista.
Este também vai ser o primeiro contato entre Lula e Trump após o governo americano passar a designar formalmente as facções criminosas brasileiras Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas.
A participação do Brasil no fórum do G7 abre ainda as portas para um diálogo mais próximo com a União Europeia (UE). Há uma semana, o bloco oficializou sua decisão de proibir a importação de carnes, tripas, peixe e mel produzidos no país, em um veto que deve entrar em vigor a partir do próximo dia 3 de setembro. Mais de mundo

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Um encontro com Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, e António Costa, presidente do Conselho Europeu, está previsto para esta terça-feira.
Segundo interlocutores, a reunião bilateral foi um pedido dos próprios europeus. Leia também: Por que dominar 'agachamento asiático' é fundamental para a saúde
O presidente brasileiro já se encontrou com Macron, na tarde de segunda-feira. Os dois trataram de cooperação em defesa, tecnologia e sobre as expectativas para a cúpula.
Após a reunião, Lula compartilhou imagens dos dois nas redes sociais e afirmou que o fórum é uma oportunidade para o Brasil representar o Sul Global e reafirmar "seu compromisso com a paz, a defesa do multilateralismo, o desenvolvimento sustentável e a construção de um mundo mais justo".
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Segundo especialistas ouvidos pela BBC News Brasil, Lula pode encontrar dificuldades para navegar entre as lideranças do G7 em um momento em que as atenções do mundo estão voltadas para outros temas além daqueles priorizados pelo governo brasileiro.

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