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Operação contra Wagner e Master surpreende Planalto

Investigações sobre fraudes em consignados atingem senador petista e pegam o governo de surpresa, evidenciando a complexidade do caso e seus possíveis reflexos políticos.

Operação contra Wagner e Master surpreende Planalto

A deflagração de uma operação da Polícia Federal nesta quinta-feira (18) que apura fraudes envolvendo o Banco Master e atinge o senador Jaques Wagner (PT-BA) pegou o governo federal de surpresa. A notícia chegou ao Palácio do Planalto sem qualquer aviso prévio, evidenciando a falta de comunicação sobre os desdobramentos da investigação.

O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, conversou com o presidente Lula por volta das 8h30 desta quinta, logo após a operação ser iniciada. Fontes próximas ao diretor relatam que ele tinha conhecimento da ação que mira o líder do governo no Congresso, mas manteve sigilo absoluto, mesmo durante a recente viagem presidencial ao G7, na Suíça. Essa discrição teria sido instruída pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). Leia também: Flávio Bolsonaro aposta em exploração do caso Lulinha ao escolher Alfredo

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Ao assumir a relatoria do caso Master no STF, Mendonça teria determinado que os passos do inquérito fossem mantidos sob sigilo e longe da cúpula da PF. Essa decisão, segundo o contexto, visava garantir a imparcialidade e a independência das investigações.

Já havia no meio político um receio de que as fraudes apuradas no Banco Master pudessem ter conexões com o PT da Bahia. O temor se intensificou com a descoberta de que um cartão de benefício consignado, oferecido a servidores estaduais e adquirido pelo banqueiro Augusto Lima– também alvo da operação– serviu como porta de entrada para o banco operar na modalidade de crédito consignado. Leia também: Candidata a vice-governadora do RN se declara parda após se dizer branca Mais de politica

Apesar das apurações que já vinham ocorrendo, o governo reitera ter sido pego desprevenido com os desdobramentos da ação, que agora adiciona o nome de um senador petista proeminente às investigações. O caso levanta questionamentos sobre os mecanismos de controle e a abrangência das fraudes financeiras no país.

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