As forças de segurança de Israel e da Rússia foram oficialmente incluídas pela Organização das Nações Unidas (ONU) na lista de responsáveis por violência sexual em conflitos armados. A decisão, revelada em um relatório anual obtido pela Agence France-Presse (AFP) nesta quinta-feira (28), detalha uma série de denúncias, principalmente envolvendo prisioneiros e civis em territórios palestinos ocupados e na Ucrânia (segundo o G1).
Inclusão e a Reação de Israel
A inclusão dos dois países ocorre após alertas emitidos em agosto do ano passado pelo secretário-geral da ONU, António Guterres, sobre o risco de entrarem nesta lista. O documento aponta que, apesar dos avisos, “as Nações Unidas continuaram registrando incidentes e padrões de violência sexual” nos cenários de conflito. Além disso, investigadores da ONU enfrentaram uma “negação persistente de acesso” por parte das autoridades de ambos os países para a apuração dos casos (conforme o G1). Leia também: Rússia nega autoria de ataque com drone na Romênia; Otan reforça defesa
Israel reagiu com veemência à decisão da ONU, mesmo antes da divulgação oficial do relatório. O embaixador israelense na ONU, Danny Danon, classificou a medida de Guterres como “vergonhosa e absurda”, argumentando que Israel estaria sendo equiparado ao Hamas, grupo que já integra a lista. Danon declarou em um vídeo publicado no X (antigo Twitter) que Israel decidiu “congelar” as relações com o gabinete de Guterres até o término de seu mandato, em 31 de dezembro (informou o G1).
Denúncias contra Israel em Territórios Palestinos
No caso de Israel, o relatório da ONU indica que “em 2025 continuaram sendo registrados casos de violência sexual contra palestinos detidos em Israel e nos territórios palestinos ocupados”. O documento ressalta que os episódios confirmados representam apenas uma amostra de um padrão observado ao longo de vários anos, uma vez que o acesso a centros de detenção israelenses permanece restrito (segundo o G1).
Desde 2023, a ONU confirmou diversos casos de violência sexual, que incluem tortura, contra 14 homens, sete mulheres, nove meninos e uma menina na Faixa de Gaza e na Cisjordânia. Os abusos relatados incluem estupro com objetos, estupros coletivos, agressões físicas nos órgãos genitais, nudez forçada e revistas corporais sem aparente justificativa de segurança. A ONU atribui esses casos a integrantes do Exército israelense, forças de segurança e agentes do sistema penitenciário (de acordo com o G1). Mais de noticia
Acusações de Violência Sexual contra a Rússia
Em relação à Rússia, o relatório da ONU cita episódios de violência sexual cometidos em territórios ucranianos ocupados e também dentro da própria Rússia. Os casos envolvem integrantes das forças armadas e do sistema penitenciário, com relatos de prisioneiros de guerra após serem libertados (conforme o G1). Leia também: Definidos confrontos das oitavas de final da Sul-Americana e Libertadores 2026
Com base em dados da missão de monitoramento de direitos humanos na Ucrânia, a ONU registrou 310 casos de violência sexual relacionados ao conflito. Entre os abusos detalhados estão estupros, mutilações genitais e choques elétricos, sendo a maioria das vítimas do sexo masculino (informou o G1).
O que se sabe até agora
- A ONU incluiu as forças de segurança de Israel e da Rússia em sua lista de responsáveis por violência sexual em conflitos armados.
- O relatório aponta denúncias contra Israel envolvendo palestinos detidos na Faixa de Gaza e Cisjordânia, incluindo tortura e diversos tipos de abusos sexuais.
- Casos contra a Rússia foram registrados em territórios ucranianos ocupados e dentro do próprio país, com 310 incidentes documentados na Ucrânia, muitos envolvendo prisioneiros.
- Israel classificou a decisão como “vergonhosa e absurda” e anunciou o “congelamento” de relações com o gabinete do secretário-geral da ONU, António Guterres.
- Investigadores da ONU enfrentaram “negação persistente de acesso” por parte das autoridades de ambos os países para apurar os incidentes.
- António Guterres já havia alertado Israel e Rússia sobre o risco de entrarem na lista em agosto de 2025.
A inclusão de Israel e da Rússia nesta lista sensível sublinha a crescente preocupação da comunidade internacional com o uso da violência sexual como arma de guerra e de repressão. As reações diplomáticas esperadas e as implicações para a credibilidade dos países envolvidos prometem intensificar o debate sobre a proteção dos direitos humanos em zonas de conflito e a responsabilidade internacional (de acordo com o G1).
