
Crédito, Reuters
- Author, Kali Hays
- Role, Repórter de tecnologia
- Published 23 maio 2026
- Tempo de leitura: 6 min
Os problemas ligados a uma nova onda de "óculos inteligentes" parecem estar se acumulando.
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Ainda assim, algumas das maiores empresas de tecnologia do mundo estão prestes a vender muitos milhões de unidades nos próximos anos.
Mulheres saindo da praia, entrando em lojas ou simplesmente paradas na rua agora estão sendo abordadas por homens — geralmente usando os Ray-Ban da Meta, os "óculos inteligentes" ou "óculos de IA" da empresa — muitas vezes para filmar as reações delas a perguntas casuais ou flertes sem seu conhecimento ou consentimento.
As mulheres só descobrem os vídeos depois que eles ganham repercussão — e,, muitas vezes, ataques — online. Elas têm poucos recursos legais, já que fotografar em locais públicos é amplamente considerado legal. Uma mulher disse à BBC que, quando pediu para a pessoa que publicou uma gravação secreta sua remover o vídeo, ouviu que isso era "um serviço pago". Leia também: Acordo entre EUA e Irã envolve abertura do estreito durante cessar-fogo de 60
Produzidos em parceria com a EssilorLuxottica e com o visual clássico dos Ray-Ban, os óculos têm uma câmera quase invisível nas armações, pequenos alto-falantes nas hastes e lentes capazes de mostrar algumas informações ao usuário. É possível começar a gravar vídeos ou tirar fotos com um simples toque na armação.
A câmera dos óculos da Meta pode ser tão discreta que até mesmo seus usuários já foram pegos de surpresa pelo que estavam gravando, quando estavam gravando e para onde essas gravações estavam sendo enviadas.
Depois que trabalhadores no Quênia — encarregados de assistir a vídeos feitos pelos óculos da Meta para criar dados de treinamento de IA para a empresa — disseram que eram obrigados a ver conteúdos gráficos, como sexo e pessoas usando o banheiro, donos dos óculos entraram com dois processos judiciais.
Fim do Promoção Agregador de pesquisas Mais de mundo
Em um deles, as pessoas afirmam que não faziam ideia de que esses vídeos haviam sido gravados. No outro, dizem que não sabiam que seus vídeos estavam sendo compartilhados pela empresa para análise.
A Meta já afirmou anteriormente que os usuários eram informados sobre a possibilidade de revisão humana em determinadas circunstâncias nos seus termos de serviço.
Mesmo assim, as vendas continuam crescendo. Hoje, mais de sete milhões de unidades já foram vendidas, segundo a empresa. Leia também: Quem é a ex-namorada de Epstein apontada como cúmplice, mas que alega ser
"São alguns dos eletrônicos de consumo com crescimento mais rápido da história", vangloriou-se no início deste ano o diretor-executivo da Meta, Mark Zuckerberg.
Tracy Clayton, porta-voz da Meta, disse à BBC que as pessoas devem agir com responsabilidade ao usar qualquer tecnologia.
"Temos equipes dedicadas a limitar e combater o uso indevido, mas, como acontece com qualquer tecnologia, a responsabilidade final é das pessoas de não explorá-la ativamente."
Agora, outras grandes empresas de tecnologia planejam entrar no que pode se tornar a tão aguardada nova categoria de produtos da indústria.
A Apple estaria desenvolvendo sua própria versão de óculos inteligentes, possivelmente para lançamento no próximo ano. A Snap afirmou que lançará ainda este ano uma nova versão de seus óculos inteligentes, chamados Specs.


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