Bom-dia, FlatOuters! Aqui está nossa seleção diária das notícias mais importantes e relevantes do mundo automotivo para você ficar por dentro de tudo, sem perder tempo com rage-baits, discussões rasas e textos desalmados gerados por IA alucinadas. Projeto de lei propõe suspensão da CNH por uso de óculos inteligentes
Não sei dizer se é um sintoma da modernidade, que vive um mundo virtual dentro do mundo real, ou se é fruto do caos, essa ideia de que uma lei tem força por si só. Talvez tenha a ver com alguma crença sobrenatural legada de povos do passado, para os quais a maledicência desejosa poderia se transformar em realidade. Mas o fato é que tem aparecido cada proposta de lei que, sinceramente, me faz questionar em qual momento a loucura e a baixa cognição se tornaram aceitáveis dentro da normalidade.
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Não há outra forma de classificar o projeto de lei 19/2026 da Câmara dos Deputados. Como todo projeto de lei, ele é bem-intencionado — mas você sabe qual lugar está cheio de boas-intenções. A ideia original do deputado Carlos Zarattini é, basicamente, regular o uso de óculos inteligentes, de IA, em ambientes onde se pressupõe a privacidade, como “banheiros, vestiários, instalações de saúde, salas de aula, locais de culto ou ambientes similares, salvo autorização expressa da autoridade competente ou dos titulares”.
Parece sensato: ninguém quer ser gravado em um banheiro público ou em vestiário, afinal. O deputado, ainda preocupado com a segurança do trânsito, incluiu na proposta a proibição destes óculos ao volante, afinal, eles podem projetar imagens e, assim, obstruir a visão do motorista – o que é perigoso. Logo, deve ser proibido também.
E foi assim que a proposta de lei visa alterar o código de trânsito para incluir a seguinte redação: “Art. 252-A. É proibido ao condutor de veículo automotor utilizar, enquanto estiver na direção, óculos inteligentes ou quaisquer dispositivos vestíveis dotados de inteligência artificial capazes de: I – exibir imagens, textos, dados, mensagens ou conteúdos visuais no campo de visão do condutor; II – captar, gravar, transmitir ou processar imagens, sons ou outros dados do ambiente; III – fornecer instruções, respostas ou estímulos cognitivos não estritamente relacionados à segurança veicular. ” Leia também: Resumo: Notícias de Justiça, Cultura, Esporte e Trânsito
Em resumo: será proibido dirigir usando óculos de inteligência artificial ou qualquer dispositivo capaz de registrar dados, mesmo que eles não forneçam instruções ou projetem imagens — embora estes estejam cobertos pela proibição, também. A multa prevista será gravíssima e você terá suspenso o direito de dirigir — ou seja: gravar um vídeo onboard, para o deputado, é tão perigoso que você deve ter seu direito de dirigir suspenso. Deixe de lado, por um instante, a desproporcionalidade da punição (que é muito semelhante àquela reservada aos que dirigem embriagados) e faça ao bem-intencionado parlamentar uma indagação simples:
“Como se fiscaliza isso, doutor? ” Afinal, o deputado parece fazer parte do crescente grupo de pessoas que creem que as palavras escritas no papel e carimbadas pela autoridade bastam para modificar a realidade.
Imagine a cena: um deputado batendo o pé exigindo que os agentes de trânsito — ainda desprovidos de telepatia — sejam capazes de enxergar através das lentes usadas por motoristas, em movimento, dentro de seus carros, para saber se os óculos estão em operação ou não. É a única forma de fiscalizar esta hipotética futura infração. Não existe outra forma de fiscalizar a operação secundária e facultativa de um dispositivo que tem como função primária ser um par de óculos – sejam eles de correção ou proteção.

Pior: se a lei tem uma aplicação subjetiva, ela será usada não para sua finalidade inicial, que é garantir a privacidade e a segurança, mas como instrumento de repressão. Agentes mal-intencionados, dotados de fé pública, podem multar até mesmo aqueles que usam óculos escuros comuns. Se vire para recorrer.
O principal problema do projeto, é que ele coloca no mesmo pacote, preocupações plausíveis sobre a utilização dos dados coletados, e a segurança no trânsito. E quem deveria modificar o projeto nesse aspecto, que é a Comissão de Viação e Transportes, já o aprovou. O Contran já tem regulamentação sobre a projeção de informações no para-brisa, por exemplo. Mais de noticia
Bastaria alterar esta resolução para abranger os óculos de inteligência artificial. Não é necessário uma nova lei para tratar o tema. Agora, infelizmente aprovado pela Comissão de Viação e Transportes, o projeto está com a Comissão de Ciência, Tecnologia e Inovação, onde será apreciado e, caso aprovado, seguirá para a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Felizmente o projeto tramita em caráter ordinário, o que significa que ele terá de ser votado em plenário e ainda terá de passar pelas comissões do Senado. Espera-se que alguém, nesse caminho todo, tenha o bom-senso de modificar o projeto para que ele não seja mais uma lei de trânsito impossível de se fiscalizar, e que deixa fissuras para abusos de poder. Este é o novo BMW Alpina (ou quase)
Se você se perguntava o que a BMW preparava para esta nova era da Alpina, a resposta está aí: o Vision BMW Alpina. Sim, ele é um conceito exagerado, mas esse exagero explica exatamente o posicionamento que a BMW dará à sua nova marca. Ela será posicionada acima dos modelos de topo da BMW, e abaixo da Rolls-Royce — e onde mais seria? Leia também: Resumo das Notícias: Da Vacina ao Mercado de Leilões
O modelo foi inspirado no Série 6 E24, que deu origem ao Alpina B7 original, como fica claro pela dianteira pronunciada, que remete ao “shark nose”. Como é um conceito de 2026, ele tem grade duplo rim tridimensional (bem melhor resolvida que na “Neue Klasse”) e as tradicionais rodas raiadas da Alpina, aqui com 22 polegadas na dianteira e 23 polegadas na traseira. Sob o capô ainda não há detalhes, mas a BMW já confirmou que os Alpina serão embalados por motores V8 sem nenhum tipo de assistência elétrica e sem nenhuma limitação eletrônica de velocidade máxima.
Como o modelo será lançado em 2027 com base no Série 7, isso significa que ele terá derivações do V8 S68 de 4,4 litros combinado ao câmbio ZF de oito marchas. Por dentro é onde ele realmente se diferenciará — e manterá a essência da Alpina — com couro de grão fino nos bancos, detalhes em cristal, metais acetinados e mimos como taças magnetizadas para os ocupantes do banco traseiro. Brabus Bodo: um cupê de 1.000 cv para homenagear o fundador da marca
A Brabus finalmente revelou seu primeiro supercarro exclusivo, o Bodo. Trata-se de um cupê de proporções exageradas, com produção limitada a 77 unidades idealizado por Constantin Buschmann para homenagear seu pai, o fundador da Brabus Bodo Buschmann. O número de produção é uma referência clara ao ano de fundação da marca, 1977.

Isso também significa que ela completará 50 anos no próximo ano, então o carro é também uma celebração deste meio-século de estrada. O carro é baseado no monobloco de alumínio do Aston Martin Vanquish, mas não tem grandes semelhanças com ele. Especialmente quando se mede o carro, que tem 5,06 metros de comprimento e 2,01 metros de largura — praticamente um Mercedes GLS.
A diferença, claro, é a altura dos carros: enquanto o GLS passa do metro e oitenta, o Bodo fica em 1,28 m. Toda a carroceria é feita de carbono e o visual em gota da traseira tem algo do Maybach Exelero dos anos 2000.

