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O RH já paga a academia. Agora precisa convencer as pessoas a treinar

Publicidade Oferecer um benefício sempre foi relativamente simples

O RH já paga a academia. Agora precisa convencer as pessoas a treinar

Oferecer um benefício sempre foi relativamente simples. Fazer com que ele seja usado é outra história. É essa mudança que começa a aparecer na estratégia das empresas brasileiras para promover saúde e bem-estar entre seus colaboradores.

Depois de anos concentrando esforços na criação de pacotes de benefícios, muitas organizações descobriram que o desafio agora é outro: transformar boas intenções em comportamento permanente.

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Uma pesquisa inédita da Maximum Boxing mostra que o benefício financeiro para academias ou atividades esportivas é hoje o incentivo mais oferecido pelas empresas brasileiras (31,4%).

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Em seguida aparecem parcerias com aplicativos de treino (22%), desafios de passos ou corrida (18,6%) e flexibilização de horários para a prática de exercícios (17,8%).

Nenhuma dessas iniciativas alcança nem sequer um terço dos entrevistados, indicando que as empresas ainda experimentam diferentes formatos para estimular hábitos saudáveis, sem que exista uma estratégia predominante. Leia também: STJ libera diretores da ANP para julgarem processo envolvendo a Refit

O benefício deixou de ser o destino

O levantamento sugere uma mudança silenciosa na forma como as empresas passaram a enxergar o bem-estar corporativo.

Durante muito tempo, bastava incluir um novo benefício no pacote de remuneração. Hoje, cresce a percepção de que oferecer acesso à academia ou a um aplicativo não garante, por si só, que os profissionais consigam incorporar a atividade física à rotina.

“Quando a pessoa consegue visualizar seus resultados, acompanhar o próprio progresso e estabelecer novos objetivos, ela encontra mais estímulos para manter a prática de atividades físicas”, afirma William Ferraz, coordenador da Maximum Boxing.

Na avaliação dele, o papel das empresas deixa de ser apenas financiar o acesso ao esporte e passa a incluir mecanismos capazes de incentivar a regularidade da prática.

O esporte entrou na estratégia do RH

Essa mudança acompanha uma transformação mais ampla do mercado de trabalho. Nos últimos anos, saúde mental, qualidade de vida e prevenção do burnout deixaram de ser temas periféricos para ocupar espaço nas estratégias de gestão de pessoas. Mais de economia

Estudos da Gallup mostram que colaboradores que se sentem reconhecidos têm 45% menos probabilidade de procurar outro emprego, além de apresentarem níveis significativamente menores de estresse e maior sensação de bem-estar.

Dados compilados pela Gupy, com base em informações da Previdência Social, mostram que os afastamentos por transtornos mentais atingiram um recorde histórico em 2024, superando 540 mil benefícios concedidos.

Ao mesmo tempo, a atualização da NR-1 passou a exigir que as empresas identifiquem, avaliem e gerenciem riscos psicossociais no ambiente de trabalho. Leia também: Economia e Política: O que movimentou o cenário nesta quarta-feira

Nesse contexto, incentivar a prática de atividades físicas deixa de representar apenas um benefício adicional. Passa a integrar uma estratégia mais ampla de gestão de pessoas, voltada à promoção da saúde, ao aumento do engajamento e à retenção de talentos.

A própria pesquisa da Maximum Boxing mostra que as empresas começam a diversificar as iniciativas, combinando incentivos financeiros com desafios esportivos, ações coletivas e aplicativos de treino e monitoramento para aumentar o engajamento.

Apps mostram que trabalhador quer criar rotina

Sete em cada dez brasileiros (70%) afirmam ter utilizado aplicativos de treino ao menos uma vez por semana nos últimos 12 meses. Os mais usados são Smart Fit (33%), Strava (29,8%) e Google Fit (23,8%).

A principal motivação não é competir com outras pessoas.

Segundo a pesquisa, 56,4% utilizam essas plataformas para criar e manter uma rotina de exercícios, enquanto 55,8% querem acompanhar a própria evolução física e 53,8% buscam melhorar o desempenho.

O novo desafio do bem-estar corporativo

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