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- Author, James Landale
- Role, Da BBC News em Londres
- Published 24 maio 2026, 16:13 -03Atualizado Há 3 horas
- Tempo de leitura: 9 min
A história da política britânica de hoje pode ser contada por números. Cinco primeiros-ministros em sete anos, nenhum dos quais cumpriu um mandato completo do Parlamento. No mesmo período, sete ministros de Relações Exteriores, seis ministros da Economia e quatro ministros de gabinete.
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É uma história de instabilidade e inconsistência, com potencialmente um novo capítulo a ser escrito pelo Partido Trabalhista se ele remover Keir Starmer — um primeiro-ministro em exercício com uma maioria parlamentar maior do que seu antecessor reformista Clement Attlee, em 1945.
O que está impulsionando essa narrativa? Por que o Reino Unido está descartando seus líderes quase tão rapidamente quanto a Itália fazia? Por que eleitores e parlamentares concedem e retiram seu apoio com tanta facilidade? Em resumo, o Reino Unido está se tornando ingovernável?
Para Starmer, a resposta é clara. Em uma entrevista coletiva nesta semana, o primeiro-ministro disse: “Não, não acho que o Reino Unido seja ingovernável”. Sua rival, a líder conservadora Kemi Badenoch, concordou, dizendo na Câmara dos Comuns: "O Reino Unido não é ingovernável." Leia também: 'Foi como uma pedrada no rosto': adolescente estuprada fala à BBC sobre decisão

Mas Starmer e Badenoch lideram parlamentares que, nos últimos tempos, demonstraram gosto pelo regicídio político; eles precisam governar por meio de uma estrutura administrativa, regulatória e judicial complexa que pode dificultar a implementação de políticas; e atraem eleitores que parecem cada vez mais impacientes por resultados e não querem aceitar que o jogo político envolve concessões.
Este é um momento particularmente turbulento na história britânica que deixou os líderes à mercê dos acontecimentos? Ou a turbulência em Londres reflete problemas profundos e sistêmicos na política?
Tempos desafiadores
A primeira resposta pode ser simplesmente que esses são tempos difíceis para a classe política.
Esse período da história seria considerado desafiador para qualquer geração: a crise financeira de 2008, o caos político do Brexit (saída britânica da União Europeia), o golpe econômico da covid, a guerra na Ucrânia e o choque energético posterior e, claro, a ruptura sistêmica do presidente dos EUA, Donald Trump.
Esses são desafios que não são específicos do Reino Unido; eles são enfrentados por outros líderes mundiais que também estão tendo as mesmas dificuldades. Em toda a Europa, os governos em exercício enfrentam obstáculos econômicos e eleitorados impacientes. Mais de mundo

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Os líderes políticos no Reino Unido estão conseguindo enfrentar todos esses desafios? Hannah White, CEO do centro de estudos Institute for Government (IFG), tem suas dúvidas.
“O Reino Unido não é 'ingovernável'”, diz ela. “Mas seus partidos políticos entregaram ao país uma série de primeiros-ministros sem habilidades essenciais de liderança em um momento em que as crises surgiram em rápida sucessão e várias tendências estão tornando o ato de governar consideravelmente mais difícil.”
O professor Anand Menon, diretor do centro de estudos UK in a Changing Europe, concorda.
“Nosso sistema concede poder significativo a um governo com maioria”, diz ele. “O fato de essa maioria não ter sido utilizada [para promover mudanças] até o momento é uma falha de liderança, em vez de ser indicativo de uma tendência sistemática de ingovernabilidade.”
Anthony Seldon, historiador e biógrafo de muitos primeiros-ministros, argumenta que alguns titulares recentes — como Boris Johnson, Liz Truss e Keir Starmer — não tinham as habilidades políticas para dar conta do trabalho e a humildade para procurar ajuda.
Atritos

Vício em drama



Gerenciando expectativas

- Usamos inteligência artificial para traduzir esta reportagem, originalmente escrita em inglês. O texto foi revisado por um jornalista da BBC antes da publicação. Saiba mais aqui sobre como a BBC está usando a inteligência artificial (link para texto em inglês).
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